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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Loucos e Santos!

Escolho meus amigos não pela cor da pele, raça, dogma ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Ela tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante que, em tamanho e diâmetro, quanto mais minúscula, muito mais verdadeira!
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos, pois fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso, que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de melhor e pior em mim. Para isso, só sendo louco!
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos, quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos...
Quero-os metade infância,
metade velhice:
- Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto;
- Velhos, para que nunca tenham pressa!
Tenho amigos para saber quem eu sou, pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que o conceito de "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril daqueles que, para viver em Paz, abafam sua própria essência para ser "normal".
A vida é assim...
E assim se segue...
NAMASTE!

terça-feira, 13 de julho de 2010

O Sentido da Escrita!

A Escrita é isto...
É impecável quando é aquilo que é e não se deixa pegá-la!
É descobrir que eu sou, antes de ser alguém!
É perceber o inominável acontecimento que é sentir e expor tais sentimentos em palavras...
É saber ouvir o mistério de sua fala, de sua escrita, e permanecer concentrado, lendo em silêncio, para descobrir sua subjetividade!
É desmascarar o ator que acredita ser o autor em mim...
É ter a sensação estranha de ser eu sem saber o que isto é!
É encontrar o valor de cada ato e saber que nada se possui nem se faz...
É sentir tudo que é beleza e se encantar de ver que ela vem de seus olhos!
É poder sair livre da prisão que se criou para si mesmo, e saber que ela nunca foi criada ou sequer existiu!
É descobrir-se tão só que chega a sentir-se acompanhado pela presença de tudo...
É sentir que o mundo que está fora, antes foi criado, pensado, sentido e visto por dentro!
É se ver num espelho sabendo que isto que se vê é você, mas na verdade é só um reflexo de sua imagem, não de sua essência!
É sentir cada vez mais para entender a linguagem, a magia e a beleza da vida!
É sentir a dor contínua da beleza de ver nascendo, em devaneios, parágrafos e sentenças...
É sentir-se um rio represado, sabendo que a liberdade é um rio correndo!
É partir de si mesmo, viajar, viajar, abstrair, idealizar, imaginar, até encontrar a poesia no seu próprio eu...
É sentir o desejo de possuir a beleza da explanação, mas saber que ela é inevitavelmente livre!
É sentir que viver não basta, é preciso experimentar a poesia, pois só o sentir faz sentido!
O Sentido da Escrita é isso:
É explanar, argumentar, discutir, sentir e transmutar
pensamentos na indubitável beleza da grafia!
Leia...
Sinta...
Escreva... Compartilhe seus sentimentos!
A vida é assim...
E assim se segue...
NAMASTE!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

As Mãos!

Há mãos que sustentam e mãos que abalam...
Mãos que limitam e mãos que ampliam!
Mãos que denunciam e mãos que escondem os denunciados...
Mãos que se abrem e mão que se fecham!
Há mãos que afagam e mãos que agridem...
Mãos que machucam e mãos que cuidam das feridas!
Mãos que destroem e mãos que edificam...
Mãos que batem e mãos que recebem as pancadas por outros!
Há mãos que apontam e guiam e mãos que atrapalham...
Mãos que são temidas e mãos que são desejadas e queridas!

Mãos que dão com arrogância e mãos que se escondem ao dar...
Mãos que escandalizam e mãos que abafam os escândalos!
Mãos puras e mãos que carregam censuras...
Há mãos que escrevem para promover
e mãos que escrevem para ferir!
Mãos que pesam e mãos que aliviam...
Mãos que operam e que curam e mãos que amarguram!
Há mãos que se apertam por amizade
e mãos que se empurram por ódio...
Mãos furtivas que traficam destruição
e mãos amigas que desviam a ruína!
Mãos finas que provam dor e mãos rudes que espalham amor...
Há mãos que se levantam pela verdade e mãos que encarnam a falsidade!
Mãos que oram e imploram e mãos que devoram...
Mãos de CAIM que matam...
Mãos de JACÓ que enganam...
Mãos de JUDAS que entregam!
Mas há também as mãos de Simão, que carregam a cruz,
e as mãos de Verônica, que enxugam o rosto...
Todas são mãos físicas, mas com atos e gestos diferentes.
Onde, afinal, está a diferença?
Definitivamente não está nas mãos, mas no coração!
É a mente transformada que dirige a mão santificada, delicada, singela. É a mente agradecida que transforma as mãos em instrumentos de graça. Mãos que se levantam para abençoar, mãos que baixam para levantar o caído, mãos que se estendem para amparar o cansado. São como as mãos da Providência que criam, guiam, salvam, e que nunca faltam!
Existem Mãos... E mãos...
As tuas, quais são?!?
De quem são?!?
Para que são?!?
NAMASTE!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Preconceito & Discriminação!

O ser humano, ao longo de toda a sua história, manteve certo medo, ou até mesmo receio, pelas coisas diferentes do seu cotidiano. Sua análise era baseada em seus conhecimentos não contestáveis, pois não haveria sentido acreditar em outras verdades, se sua vida se manteve adequada no caminho considerado retilíneo até tal diferença surgir. Essa é a base para o Etnocentrismo, atitude de considerar seu meio e cultura superiores aos demais... Daí surge o preconceito!
O que se exige de um ser que possui o raciocínio é que, antes de ter um ato de discriminação, ele faça uma análise de tal diferença, para assim, poder compreendê-la. Como explanei anteriormente, não haveria sentido acreditar em outra verdade se a sua está adequada, pois tal verdade o faz criar certos conceitos para tal diferença, que logicamente estão “corretos”, criando-se conceitos precocemente, materializando o preconceito.
No entanto, salientemos que o preconceito não possui a obrigatoriedade de ser maligno, podendo este ser ingênuo, benéfico, inocente, etc. O ato de apresentar algum preconceito não é tão condenável, afinal, ele surge de acordo com seu nível de compreensão sobre algo, alguém ou alguma coisa, havendo uma diferença em "ser ignorante" e "saber, mas não aceitar".
O ignorante é aquele que se depara com uma diferença para seu mundo, desenvolvendo diversos preconceitos, até entender e aceitar tal diferença. Porém, quando este não a aceita, provavelmente desenvolverá atos de discriminação, condenáveis de acordo com a moral, ética e leis vigentes no ambiente que o cerca.
Como saber se tais diferenças são ou não algo de ruim?
Muitas pessoas respondem essa questão de acordo com sua moral ou crença, pois o ato de não saber lidar com as diferenças provém do Etnocentrismo. O correto, apesar de lamentavelmente improvável, seria analisarmos cada caso: se os mesmos não forem desrespeitosos com o próximo, forem sinceros e não impedirem a paz, não há motivos para se desenvolver algum preconceito negativo!
Mas o que ocorre com o ser humano? Este ser domina o orgulho e a alienação, se nega estar errado em alguma coisa, não percebendo que não é ele que está errado, afinal o natural do ser humano é ficar em grupo, estar em união com semelhantes, compartilhar dogmas e crenças e, portanto, errar em grupo! Fazem o ser humano acreditar no contrário de sua essência, o fazem adentrar grupos com alguma verdade suprema e os que estão de fora destes cenários estão errados, ou são profanos. É tudo uma questão de manipulação, mantida por si mesmo, pois a partir do momento em que tais verdades são “inquestionáveis“, serão mantidas, não por algum ser que a mantém por interesse, e sim porque a maior parte das pessoas estão inseridas nestas verdades. Tudo segue o caminho natural da mudança, mas não é certo que os injustiçados desenvolvam um preconceito aos que os vêem como “errados”, sendo correto mostrar o que eles possuem de bom, seja a cor, gênero, etnia, religião, sexualidade, etc...
Também há a necessidade de analisar o conceito de preconceito e discriminação. Não podemos exigir que uma pessoa entenda e aceite as diferenças, por questão de opinião, mas esta deve permitir o livre tráfego e a livre expressão de pensamento, pois o ato de discriminação é sinal de fraqueza e desrespeito.
OK... Já falei sobre o preconceito e a discriminação, e suas diferenças são básicas: o preconceito é a não aceitação e a discriminação é não permitir as diferenças com ações desrespeitosas e/ou excludentes!
Ambos são inseridos no intelecto das pessoas, mesmo que seja no seu subconsciente, pois o ser humano é sensível a mudanças, nunca permitindo-as, nem tampouco adaptações, desejando sempre que o mundo e os outros se adaptem a ele... Pensamento Ardil!
Concluímos que o preconceito envolve a negativa da auto-aceitação de erros e falhas, não sendo algo tão simples que se resolva apenas com uma pergunta “Por quê?”... Envolve muitas outras coisas...
E não podemos esquecer que não aceitar, sobre nenhuma circunstância, que alguém tenha qualquer tipo de preconceito também é uma atitude de discriminação.
Proponho neste artigo uma reflexão, apontando para TODAS as formas de preconceito...
Com os olhos da Providência, analisem o quanto são podres ao rotular coisas e pessoas!
Preconceito é a idéia... Discriminação é a idéia colocada em prática!
Em algum momento você pode não gostar de uma pessoa com determinada característica, feia ou bonita, bizarra ou estigmatizada... atos de preconceito. A partir do momento que você passa a proferir insultos ou qualquer outro tipo de atitude pejorativa, é discriminação.
Aprendemos que o preconceito leva à discriminação... Deficientes Mentais, como os autistas, são considerados inferiores e excluídos por aqueles que se consideram “normais”, ou "melhores", como acontece em divulgações por jornalistas, principalmente por autoridades e políticos midiáticos. O preconceito e a discriminação variam pela maneira com que cada cronista, colunista, apresentador de rádio ou televisão se expressam e, principalmente, quando exteriorizam o desprezo por determinados grupos portadores de alguma deficiência, da mente ou não, de algum grupo étnico, religioso, etc., encontrados em determinadas situações. Discriminação é um conceito mais amplo e dinâmico que o preconceito.
A discriminação pode ser provocada por indivíduos e por instituições, enquanto que o preconceito, só pelo indivíduo. A imprensa, sem generalizar é claro, principalmente a televisão, que precisa manter a sanha comercial mascarada de imparcialidade, não se preocupa com o conhecimento da causa que leva a reportar. Um jornalista, em nome da ética profissional, muitas vezes pressionado pelo manual de redação e ainda o fantasma do desemprego, embora bem intencionado, acaba cometendo equívocos lamentáveis por falta de conhecimento, partindo do princípio de que a sua fictícia missão de bem informar o impede, pelo menos, de saber o significado do que está falando.
Julgamentos rápidos são muito perigosos. A Psicologia diz que "os estereótipos são vistos como um mecanismo necessário para entendimento da informação". Por uma inexplicável falta de conhecimento, como o que acontece especificamente com o autista, que em nome da cultura do “achismo”, da influência de algumas pessoas públicas, da imprensa e principalmente no meio político, por achar a palavra incomum, sem ao menos buscar a realidade do que é, falam, rotulam e citam pejorativamente, provocando ferimentos difíceis de cicatrizar em quem nada tem a ver com a sua desinformação.
Rotular qualquer coisa ou pessoa, não importa o que ou quem, representa ignorância, e é um caso de covardia e crueldade. Devemos fomentar a espiritualidade em nossas vidas, antes que modismos descartáveis eliminem até os conceitos de família.
Barack Obama contrariou os estereótipos negativos a respeito dos negros, mas algumas pessoas contrárias a qualquer tipo de inclusão social já estão criando um subtipo de negros, os Profissionais Negros, em vez de contestar o estereótipo geral, neutralizando noções preconcebidas, como fizeram com caloura Suzan Boyle. A deficiência não faz parte da pessoa, pois se é bonita ou simpática, as outras riem das piadas e interagem com ela, de uma forma que facilita a interação social... Mas se uma pessoa não é atraente, é mais difícil conseguir todas estas coisas, porque as outras pessoas não a procuram.
A caloura Suzan Boyle já passou à categoria de profissional. Outros discriminados por situações parecidas foram extintos do meio artístico. Recentemente as preocupações do mundo se voltavam (e se voltam ainda!) para o vírus Influenza H1N1, mais conhecido como "Gripe Suína". O porco, que nada tem a ver com resfriado ou gripe, em muitos países está deixando de ser alimento. Está sendo discriminado, banido ou morto, e isso é preconceito!
Chega de rótulos... prendamos nossas atenções à essência!
NAMASTE!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Decepção proporcional à Expectativa!

Infeliz daquele que, nos primeiros instantes de uma ligação amorosa, não acredita que ela vai ser eterna!
É necessário que se exija muito de si e espere pouco dos outros, pois assim, evitarás muitos aborrecimentos.
A expectativa é proporcional à decepção e, às vezes, construímos sonhos em cima de grandes pessoas, o tempo passa, e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais!
Não posso escolher como me sinto, mas posso escolher qual sentimento desejo ter e o que fazer a respeito, pois, na prática, decepção é quando você risca em algo ou em alguém um xis preto ou vermelho.
Quando alguém decide trilhar um determinado caminho precisa ter a coragem suficiente para dar passos errados e compreender falhas alheias, apesar de doloridas.
As decepções, as derrotas, o desânimo são ferramentas que a Providência utiliza para mostrar a estrada. A maior decepção é aquela que vem de quem nunca esperamos. No entanto, tão difícil é achar uma esposa amorosa como encontrar um esposo sempre afável com a sua mulher. Às vezes é preciso uma decepção para aprendermos que a vida não é feita apenas de alegria, e sim de tentativas. A ilusão é o primeiro passo para a decepção, já que ninguém é perfeito.
Confie somente 20% em seus companheiros, e não será vítima da surpresa, da decepção, da traição e, se caso for, será tão esperada, tão imaginada por você, que não afetará seu cotidiano!
Da decepção só nasce dureza, do amor passional e compulsivo só nasce tristeza, e nestes casos não se sabe o que quer, não se sabe bem o que se tem, não se sabe o valor exato do que podemos perder, mas se sabe o que não se pode ter...
Depois de uma grande decepção a verdade parece deixar de existir e a memória traz à mente os momentos mais felizes que agora são vistos com olhos traídos. Inteligente é calar uma decepção, emudecendo os gritos de sofrimento, tornando-se indiferente, vingando-se simultaneamente. É válido salientar que o preço da excelência é a disciplina e o custo da mediocridade é a decepção, esta filha da expectativa, pura prova de que você esperava mais do que recebeu... Não espere, faça!
A decepção fere de leve a frase amorosamente dita, esquecendo-a, e nada convém que se repita... Sou humano, mas gostaria de ser como uma máquina, com o dilema pós-humano antecipado, que tivesse como desligar a função do sentimento e da decepção.
A vida é assim...
E assim se segue...
NAMASTE!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Relações de Poder!

Normalmente as evito!
Sempre tive aversão a esse tipo de relação...
Só que existem situações que esse tipo de relação é inevitável. Pode parecer besteira, mas não me sinto a vontade em disputas fúteis por espaço. Pelo menos em minha concepção de mundo a única regra absoluta e inviolável é o respeito pelo outro.
Sei que é complicado pensar dessa forma, afinal, são N concepções de mundo distintas e é complicadíssimo não pisar em convicções e orgulhos alheios. Aí que entram as relações de poder inevitáveis, quase obrigatórias na forma de mundo como vivemos.
Neste plano terreno, para sobreviver, nos submetemos a hierarquias, regras e situações que inevitavelmente ferem nossas convicções. Recordo-me de 15 anos atrás, quando aguardava ser chamado para uma entrevista de emprego, onde eu me encontrava em uma sala diante de duas dúzias de candidatos para a mesma vaga. Neste cenário, foi inevitável a conversa com o candidato do lado, alguns assuntos banais, outros relacionados à vaga em questão. No decorrer de uma determinada conversa, um candidato (adversário nas relações de poder!) começou a expor as adversidades que enfrentava em sua vida, família, filhos, contas, problemas, insônia, etc.
Na etapa final do processo seletivo restaram três candidatos:
Eu, aquele rapaz cheio de problemas pessoais, e uma moça recém casada, sem filhos...
Ao final do processo, eu não fui selecionado, pois, apesar de minha desenvoltura nos diversos testes e entrevistas, não possuia naquela época uma qualificação específica. A moça foi contratada e o rapaz cheio de problemas voltou pra casa frustrado.
Confesso que não torci por mim, e sim pelo rapaz. Não consigo determinar relações de poder, mesmo com argumentos compatíveis, quando o outro almeja a conquista mais do que eu e, na análise do cenário, ao perceber que há alguém que precise disso ou daquilo mais do que minhas necessidades, prefiro recuar e iniciar um novo processo em busca do que está realmente reservado para meus predicados e propósitos.
Ultimamente tenho me envolvido em situações que por mais que eu seja contra ou em práticas que se apresentem contra aos meus pontos pacíficos, me submeto ou entro em disputas que acredito desnecessárias e sem sentido.
Disputas fúteis de poder, absolutamente com o propósito de se ter razão ou se deter o poder!
O problema é que em qualquer dos casos acabo por pisar em meu próprio modo de pensar e viver, pois tenho recuado frequentemente para viver em paz nas relações pessoais de poder.
A necessidade de imposição, a preocupação do outro em se afirmar diante da manada, em prol da sobrevivência social quase que a força, me enlouquece...
É como se eu tivesse de agir por conta do orgulho e não por conta das minhas vontades!
Houve um momento em que reações eram minha arma em punho...
Tudo e todos que se colocassem como obstáculo eu transpunha com todas as minhas forças, apenas para manter minha opinião no circumponto do Universo. Reações impulsivas, palavras sem freio, pensamentos destoados, sempre fomentando a quase insana necessidade de auto-afirmação não devem ser o ponto forte e as opiniões contrárias devem ser tratadas com respeito ao outro e deve ser preservado o direito do outro de pensar e agir conforme seu grau de evolução, a não ser que a situação se torne uma questão de sobrevivência. Não que isso seja uma questão de não aceitação de julgamentos, mas acredito que a necessidade de imposição a força, guela abaixo, sem ponderações e explicações, fogem do caminho que deve ser escolhido para viver.
Sei que as pessoas, quando em ações impulsivas, fogem do racional, mas utilizar-se do poder para obrigar a seguir, felizmente, é o que eu não quero para mim.
Mas enquanto houver neste plano evolução espiritual e intelectual terei de continuar a aceitar certas coisas que destoam de meus critérios e valores, ou entrar em conflitos extremamente desgastantes...
A escolha é minha:
Recuar ou desgastar relações!
Este artigo não pretende articular conclusões ou influenciar sobre relacionamento com pessoas, mas sim relações de poder em outras esferas.
Sim, envolvem pessoas,
mas pode ser assunto para outro artigo!
A vida é assim...
E assim se segue...
NAMASTE!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Filhos(as) do Século XXI!

A geração que hoje passa pela adolescência e juventude tem características bem diferentes das anteriores, e o imediatismo é uma das marcas mais presentes nas relações que envolvem amizade, namoro, família e relações interpessoais.
Internet, telefone celular e redes sociais são tão comuns que parece que a vida dos jovens muitas vezes está baseada numa comunicação instantânea e sem profundidade. É verdade que o computador e a Internet trouxeram muitos benefícios e crescimento para a humanidade.
O problema começou quando passamos a manter relacionamentos sempre à distância.
À medida que evoluímos em tecnologia e desenvolvimento, infelizmente vamos deixando para traz os hábitos e os costumes das nossas gerações passadas, e até mesmo a palavra "amigo" passou a ter outra conotação para os adolescentes quando surgiram as redes sociais, já que ali é possível alguém ter uma multidão de "amigos". Antes dessas redes, um amigo era geralmente uma pessoa muito próxima, alguém com quem se podia trocar confidências, desabafos, segredos, e contar em todas as horas.
Assim, os jovens acabam competindo por mais e mais amigos - pessoas que ele normalmente nem conhece. Possuir a maior lista de amigos, hoje, é status!
A quantidade e a aparência de felicidade são o mais importante para eles, não importando a qualidade deste processo. E como o "amigo" é agora apenas um número, ele pode ser trocado por qualquer motivo. Logo, a amizade fica descartável e o comportamento do jovem passa a ser coerente com o tipo de vida que ele vive: tudo rápido e descartável.
A verdade é que os adolescentes de hoje vivem num mundo
em que o ter e o mostrar se tornaram verbos de ordem.
O que resulta disto é que pouco se sente, muito se mostra e o jovem passa a acreditar que o que vê no outro é o que o outro é, e então começa a se sentir menos e a querer para si o que o outro mostra, sem pensar que aquilo é apenas uma imagem, não uma pessoa, é apenas "alguém" que "alguém" tenta mostrar para o restante do mundo!
Desse modo, o jovem passa a guardar angústias e querer mostrar que é feliz... Apenas "mostrar", pois está longe de "sentir"!
Com a superficialidade dos relacionamentos, ele não pode compartilhar sentimentos com os amigos e acaba isolado em seu Universo virtual. O que ele não sabe é que quando conhecemos e nos envolvemos com o outro, também passamos a nos conhecer melhor, aceitar a nossa humanidade e isto implica tempo, disponibilidade, renúncias, paciência, dedicação...
Experimentar estes comportamentos nos torna menos imediatistas, mais conscienciosos e pacientes. Se você ficou preocupado(a) com seu filho, calma. Os pais têm um papel importante, são referenciais. Então, dê o melhor exemplo, mantendo relacionamentos baseados em confiança e ensinando como é bom compartilhar sentimentos com os outros.
Ficar horas defronte ao computador ensinará qual postura a seu filho?

Você pode ajudar limitando e responsabilizando o jovem por determinados comportamentos, dividindo tarefas, apresentando-lhe o "perder para ganhar", e é importante que eles saibam que ter 999 amigos numa rede social certamente vale muito menos que a turma boa da escola ou faculdade, e vale absurdamente menos que aquele amigo que lhe oferecerá os ombros, o colo, e uma palavra de acalento, no momento de maior angustia e tristeza.
Preocupado(a) com o que você, subjetivamente ou até mesmo inconscientemente, vem ensinando para seu filho? Assista ao vídeo abaixo!

A vida é assim...
E assim se segue...
NAMASTE!

domingo, 22 de outubro de 2006

Libido!

Por que o Homem precisa de Sexo???
As mulheres pensam com freqüência que os homens querem apenas uma coisa: SEXO!
A verdade, no entanto, é que os homens realmente querem AMOR!
Um homem quer amor tanto quanto uma mulher, mas antes que ele possa abrir seu coração e deixar a sua parceira amorosa entrar, a excitação sexual é um pré-requisito.
Assim como a mulher precisa do amor para se abrir ao sexo,
o homem precisa de sexo para se abrir ao amor...
Amor e Sexo...
Sexo e Amor...
O Homem precisa de SEXO!
Os homens precisam de sexo para sentir... amar!
Por milhares de anos, os homens se adaptaram ao papel primitivo de protetor e provedor através da negação de suas sensibilidades, emoções e sentimentos. Trabalhar era mais importante do que perder tempo explorando sentimentos. Uma maior sensibilidade ou emotividade iria apenas retardar a consecução de seus objetivos. Para sair para uma batalha ou para o meio da selva, os homens precisavam deixar a afetividade de lado. Para proteger e prover suas famílias, aos homens era exigido arriscar suas vidas e enfrentar o desconforto do sol escaldante ou do frio gelado.
De fato, esta diferença aparece drasticamente na sensibilidade da pele.
A pele da mulher é muito mais sensível do que a pele do homem.
Para enfrentar este Dragão Social, os homens aprenderam a se desligar de seus sentimentos. Quando vencem o Dragão, no entanto, eles também perdem a capacidade de sentir prazer e amar. Para muitos homens, tanto para aqueles que trocam uma lâmpada e a resistência do chuveiro, assistem a um jogo de futebol, lavam o carro no Domingo em frente de casa ou na garagem, jogam futebol com os filhos e até mesmo fazem um churrasco no quintal de casa como aqueles homens que fazem as unhas, se preocupam com a imagem, tingem os brancos rebeldes e usam cremes milagrosos, o Sexo é e sempre será o único caminho para o AMOR!
É definitivamente o caminho pelo qual eles podem amar intensamente...
Quando um homem está excitado, redescobre o Amor oculto em seu coração.
Através do sexo, o homem pode sentir e, através do sentimento,
o homem pode amar com toda a sua essência!
As mulheres não entendem!
As mulheres não entendem esta diferença porque
elas têm necessidades diferentes para amar plenamente.
A mulher precisa primeiramente de segurança
emocional para falar de seus sentimentos.
Quando recebe apoio em um relacionamento, a mulher pode redescobrir o amor em seu coração. Quando suas necessidades emocionais são satisfeitas desta maneira, suas necessidades sexuais se tornam mais importantes.
É confuso para o homem quando ele quer sexo e o casal nem mesmo conversou ou ele a ignorou por dias. Para a mulher, parece que ele não se importa que tenham algo mais no relacionamento. Na verdade ela não tem a menor idéia de que quando ele começa a sentir fome de sexo é porque quer se reconectar e compartilhar amor.
Assim como a comunicação é importante para as mulheres, o sexo é importante para os homens!
A receptividade sexual da mulher é a maneira mais poderosa pela qual ele pode sentir que é amado. O sexo pode ser o meio mais poderoso para reacender os sentimentos amorosos do homem. Quando sua mãe dizia que o caminho para o coração
do homem era o estômago, ela estava um palmo acima da verdade...!
O sexo é a linha direta
para o coração do homem!!!
Pelo contato com a suavidade da mulher e ao entrar no calor de seu corpo amoroso, ele é capaz de parecer duro e masculino, mas também experimenta suavidade e carinho.
Através da realização plena de suas paixões sexuais ele se abre gradualmente, não apenas para sensações prazerosas, mas para a profunda alegria de amar sua companheira e receber em troca o seu amor!
É evidente que não devemos aceitar tais convenções como verdades, mas seria cauteloso se apenas pudéssemos refletir sobre o assunto.
Homens e Mulheres querem amar, mas para isso enfrentam
a primeira diferença como obstáculo: A Libido!
NAMASTE!

quinta-feira, 14 de setembro de 2006

Vamos?

Estava em casa, após um banho quente, regado a um bom vinho e uma boa música. Pensei, questionei e refleti sobre os acontecimentos de hoje no exterior do Meu Cazzzulo.
O Encerramento de um tal Projeto Social.
Sorrisos doces, sorrisos cinzas, sorrisos sombrios...
Personagens aos montes, se atropelando, imagem do rascunho do caos, sem controle, sem planejamento, sem organização e, sem contar a execução e produção frustrantes e de qualidade questionável!
Nada nem sequer ninguém para controlar a nau a deriva!
Caciques aos montes...
Caciques sem preparo,
sem competência,
sem vontade de fazer acontecer!
Problemas e obstáculos sem importância...
Assuntos de suma importância ignorados!
A maior das tarefas determinadas pela Providência é aprender a lidar com as diferenças do ser humano. Enquanto uns se preservam em palacetes de pau a pique, outros ostentam palafitas de Mármore Carrara. Atores que, em cena, representam a mais bela e pura das virtudes: a caridade! Mas não deixam faltar na dispensa um bom queijo, um bom vinho chileno ou até mesmo um Pró-Seco para ocasiões especiais.
Vamos acordar e mostrar a cara... a hipocrisia está nítida, todos enxergam... não há mais nada a fazer senão dar a volta por cima e tomar novamente o controle da nau, mesmo que delegando atributos à novos caciques.
É possível contar com minhas forças para ressucitar o paciente...
Mas não há nada a fazer, pois todos os envolvidos, justo preservar raras exceções, estão preocupados apenas com satisfação pessoal, alimento ao exigente Ego e o enaltecer de um simples personagem com uma boa imagem...
Falta-lhes sensibilidade para perceber
o quão importante é a faca e o queijo que têm em punho!
Vamos fazer acontecer...???
NAMASTE!

sábado, 12 de agosto de 2006

Namoro!

Quem namora agrada a Providência!
Namorar é a forma bonita de viver um amor. Não namora quem cobra nem quem desconfia. Namora quem lê nos olhos e sente no coração as vontades saborosas do outro. Namora quem se embeleza em estado de amor. Namora quem suspira, quem não sabe esperar mas espera, quem se sacode de taquicardia e timidez diante da paixão. Namora quem ri por bobagem, quem sente frios e calores nas horas menos recomendáveis.
Não namora quem ofende, quem transforma a relação num inferno, ainda que por amor.
Amor às vezes entorta, sabia? E quando acontece, o feito pra bom faz-se ruim.
Não namora quem só fala em si e deseja o parceiro apenas para a glória do próprio eu. Não namora quem busca a compreensão para a sua parte ruim. O invejoso não namora. Tampouco o violento!
Namorados que se prezam têm a sua música e não temem se derreter quando ela toca. Ou, se o namoro acabou, nunca mais dela se esquecem. Namorados que se prezam gostam de beijo, suspiro, morderem o mesmo pastel, dividir a empada, beber no mesmo copo. Apreciam ternurinhas que matam de vergonha fora do namoro ou lhes parecem ridículas nos outros.
Por falar em beijo, só namora quem beija de mil maneiras e sabe cada pedaço e gostinho da boca amada. Beijo de roçar, beijo fundo, inteirão, os molhados, os de língua, beijo na testa, no seio, na penugem, beijo livre como o pensamento, beijo na hora certa e no lugar desejado. Sem medo nem preconceito. Beijo na face, na nuca e aquele especial atrás da orelha, no lugar que só ele ou ela conhece.
Namora, quem começa a ver muito mais no mesmo que sempre viu e jamais reparou. Flores, árvores, a santidade, o perdão, Deus, tudo fica mais fácil para quem sabe de verdade o que é namorar.
Por isso só namora quem se descobre dono de um lindo amor, tecido do melhor de si mesmo e do outro. Só namora quem não precisa explicar, quem já começa a falar pelo fim, quem consegue manifestar com clareza e facilidade tudo o que fora do namoro é complicado.
Namora, quem diz: "Precisamos muito conversar"... e quem é capaz de perder tempo, muito tempo, com a mais útil das inutilidades e pensar no ser amado, degustar cada momento vivido e recordar palavras, fotos e carícias com uma vontade doida de estourar o tempo e embebedar-se de flores astrais.
Namora, quem fala da infância e da fazenda das férias, quem aguarda com aflição o telefone tocar e dá um salto para atendê-lo antes mesmo do primeiro trim. Namora quem namora, quem à toa chora, quem rememora, quem comemora datas que o outro esqueceu.
Namora quem é bom, quem gosta da vida, de nuvem, de rio gelado e de parque de diversões.
Namora quem sonha, quem teima, quem vive morrendo de amor e quem morre vivendo de amar!
Artur da Távola
NAMASTE!