terça-feira, 13 de abril de 2010

Lidar com as Perdas!

Aceitar essa realidade humana, a perda, é muito difícil. Apesar de ser o fenômeno mais comum na nossa vida (perdemos desde o nascimento até a morte), o mais universal (todos perdem) continua sendo a fonte de maior sofrimento para o homem.
Não fomos treinados para lidar com as perdas. Essa nossa dificuldade é maior ainda quando a perda se reveste da característica do abandono, da rejeição.
As perdas materiais, as perdas de uma boa imagem perante os outros, de uma amizade, são ruins. O rompimento de um relacionamento amoroso contra a nossa vontade, porém, é horrível. Quando uma perda ocorre, independentemente de quão valorosa ou dolorosa seja tal perda, verificamos algumas etapas neste processo.
Na primeira fase a nossa tendência é NEGAR a perda:
- Não consigo acreditar!
- Ele ainda me ama, tenho certeza!
- É só uma fase... Tudo vai mudar!
Nessa fase, ficamos chocados... É importante nesse período que a pessoa abandonada conte com ajuda de outros: amigos, familiares, líderes espirituais que possam ampará-lo e com quem se fale do ocorrido, tomando cada vez mais consciência da realidade da perda.
Na segunda fase, perdidas as esperanças de retorno, começa o furacão de VÍCIOS EMOCIONAIS: raiva, culpa, pena de si próprio, sensação de injustiça, medo, saudade - muita dor.
Ainda é muito importante o apoio ambiental e dos amigos, fornecendo ao ”perdedor” afeto e também ajudando a ver com mais clareza e objetividade "o quê" ou "quem" foi perdido.
Nessa fase, a mais dolorosa, é natural a sensação de auto-estima baixa e de estranheza. A perda do equilíbrio interno nos faz sentir como se aquilo tudo não estivesse acontecendo conosco.
Dependendo da fragilidade emocional essa fase pode, às vezes, se prolongar excessivamente, provocando depressão, falta de vontade de viver e, às vezes, vontade de morrer.
É importante lembrar que precisamos reagir, mesmo sem vontade e, sobretudo, não abandonar as nossas atividades habituais, ainda que, nesse momento, nos sejam extremamente pesadas. Aniquilar-se ou reagir é a grande questão nesse momento.
Sofrer sim, mas com dignidade!
Posso sentir um enorme pesar pela perda, mas não posso medir o meu valor como pessoa pelo amor ou desamor de alguém por mim ou pelo valor material de algo. Nessa fase, é bom lembrar nossas qualidades, realizações, nosso valor para não nos definirmos pela perda.
A fase seguinte é menos tumultuada por sentimentos vigorosos e caracteriza-se mais pelo vazio e tristeza, mas sobretudo pela REFLEXÃO e AUTO-AVALIAÇÃO.
É uma tristeza mais calma, dolorosa ainda, mas suportável. Nessa fase, devemos começar a elaborar o ocorrido, verificando que de alguma forma nosso Livre Arbítrio corroborou para tal situação e, assumindo sem culpa a nossa responsabilidade, devemos caminhar para a superação da perda e o início da reconstrução interior.
E a última fase é a da ACEITAÇÃO!
Passando conscientemente pelas fases anteriores, sem negá-las, não há como não chegar à aceitação da perda que se traduzirá normalmente pelo interesse renovado em novas pessoas, novas coisas e novas realizações.
Não tendo medo da dor,
renascemos em novas possibilidades!
Nesta fase, cabe a máxima:
Faça algo novo, e viverá o que nunca viveu!
NAMASTE!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A Verdade!


Verdade sobre o quê?
Algumas das perguntas mais importantes já feitas por pessoas que buscam seu desenvolvimento espiritual são as seguintes:

- Será que a Providência realmente se importa conosco?
- A guerra e o sofrimento acabarão algum dia?
- O que acontece depois da morte?
- Há alguma esperança para os desencarnados?
- O que preciso fazer para que a Providência ouça minhas orações?
- Como posso encontrar a felicidade?

Onde encontrar as devidas respostas para essas e outras perguntas?
Se você visitar bibliotecas e livrarias, talvez encontre alguns títulos e coleções de livros afirmando possuírem tais respostas, mas com frequência encontramos divergências entre um título e outro. Alguns, por modismo ou manipulação de massa, parecem apontar definitivamente "A Verdade", mas logo caem no esquecimento, por falta de atualização, revisão ou substituição de contexto. No entanto, se você visitar alguns templos religiosos das diversas crenças e doutrinas conhecidas, encontrará afinidade espiritual e, por algum tempo, vai até acreditar que definitivamente encontrou a fonte divina de conhecimento, mas logo você acaba constatando que há charlatanismo por toda parte...
E você se pergunta: Onde encontro "A Verdade"?
Em verdade, aponto e afirmo que enquanto procurarmos "A Verdade" no exterior de nosso Cazzzulo, só encontraremos mais perguntas.
Enquanto procuramos "A Verdade" no exterior de nosso Universo, mais desencorajados ficaremos e a famosa "luz no fim do túnel" cada vez mais se aproximará de um ínfimo flash de um vaga-lume. Definitivamente, precisamos voltar nossa atenção e nossos olhos para dentro de nós mesmos, buscando e encontrando em nossa própria essência as respostas de nossas perguntas.
Todas as nossas perguntas, lamentações e "porquês" se iniciam na lúdica e, por muitas vezes, involuntária criação de nossos pensamentos. Com base em conceitos, dogmas, sociabilidades e a magnitude do tempo e do espaço ao nosso redor, pensamentos tomam forma.
A cada segundo 2000 pensamentos tomam conta de nosso cérebro e, após 17 segundos, aqueles pensamentos que prendem nossa atenção começam a se materializar e, dependendo de nossas vibrações positivas e/ou negativas, são canalizados e se tornam atos, palavras, gestos e postura. A partir deste ponto, não há nada a fazer, nada a reclamar ou lamentar, pois a "Merda já está feita!". Sentindo seu próprio odor fétido, você culpa seu exterior, culpa as pessoas ao seu redor e até mesmo deposita uma pseudo culpa na Providência... BLASFÊMIA! Não há culpados mas, se quiser culpar alguém, culpe o reflexo de seu espelho!
Quando tomamos o controle de nosso cérebro e, por conseguinte, o controle de nossos pensamentos, verificamos que tudo que não é agradável e não nos satisfaz são obras e materializações de nossos próprios pensamentos em conjunto com influências externas e/ou internas de vibrações negativas.
Quanto mais fomentamos e alimentamos pensamentos e energias para situações indesejáveis, mesmo que com boas intenções e até mesmo inconscientemente, na verdade só regamos com gasolina a fogueira de nossas lamentações.

Quanto mais lutarmos contra a fome,
mais fome haverá... Sacie a fome de quem necessita!
Quanto mais levantarmos a bandeira contra a violência,
mais sangue será derramado... Ofereça condições aos menos favorecidos!
Quanto mais lutarmos contra as drogas, mais entorpecidos
ficarão os dependentes químicos... Estenda sua mão e ofereça seu abraço!
É necessário que se faça uma análise de quais energias nossos pensamentos estão atraindo e, a partir daí,
traçar um novo Norte...
Após essa breve explanação de como funciona a materialização de nossos pensamentos, fica fácil responder as perguntas citadas no início deste artigo:

- Será que a Providência realmente
se importa conosco?
>>> Essa pergunta coloca em dúvida o poder supremo do nosso Livre Arbítrio e, portanto, canaliza energia negativa...

- A guerra e o sofrimento acabarão algum dia?
>>> Apesar de ser uma pergunta, na verdade é uma afirmação que a "guerra e o sofrimento" nos rodeiam... Que energia está sendo canalizada com essa pergunta?

- O que acontece depois da morte?
>>> O medo do desconhecido, por vezes, nos faz crescer, mas é um vício emocional e, por consequência, também canaliza más energias...

- Há alguma esperança para os desencarnados?
>>> Nesta pergunta nos deparamos com uma afirmação absurda de que não há esperança para os que desencarnam... Sem comentários!

- O que preciso fazer para que a Providência ouça minhas orações?
>>> Orações e frases prontas nada produzem... Se não houver fé nas palavras proferidas, será latim desperdiçado!

- Como posso encontrar a felicidade?
>>> A eterna busca pela felicidade, na verdade, afirma que somos infelizes e, portanto, a busca continuará eterna!

Por fim, verificamos que a simples mudança nas afirmações e a mudança de nossas atitudes podem mudar toda a nossa realidade.
Basta que doutrinemos nossos pensamentos e afirmemos, no tempo verbal presente, que somos prósperos e que, definitivamente, nossa felicidade está em nossas mãos, como a faca e o queijo. A partir de nosso Livre Arbítrio, tomamos caminhos e decisões que podem determinar todo o restante de nossa passagem. Portanto, suas lamentações nada mais são do que obras e caminhos errados do passado.
De nada adianta lamentar o leite derramado, pois só derramará mais...
Doutrine seus pensamentos,
decida por um novo caminho hoje,
e determine o amanhã e o seu futuro!
NAMASTE!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Caminho ao Êxito!

Assim como existem muitas formas de satisfazer as necessidades fisiológicas, de segurança, de amor e estima, também existem vários caminhos para satisfazer a necessidade de transformação interna e é aqui, como buscador deste alimento espiritual, que devemos reconhecer qual é o verdadeiro caminho que nos levará ao êxito. Nesta busca nos damos conta que efetuar trocas em nossas vidas, para satisfazer a necessidade de realização ou necessidade da alma, não é fácil e que devemos ganhar muitas batalhas contra nossa personalidade, com muita vontade, perseverança e força. Força esta que todos temos e que, se bem processada, consegue alcançar grandes objetivos. O iniciado compreende que a vida, suas causas e fontes estão em planos mais transcendentes. Para construir algo, temos primeiro que destruir, pois em todo ato criativo está presente a força destruidora, e não poderia haver evolução sem destruição de formas.
Na natureza observamos, às vezes, os elementos que atuam com muita força e provocam grandes mudanças que servem para eliminar coisas que estão demais, ou limpar a própria natureza. Muitas vezes em nossas vidas nos deparamos com destruições que nos afetam e que nos magoam por isso, mas se tivermos paciência, descobriremos que em muitas dessas destruições nem sempre houve um motivo e que as conseqüências posteriores foram positivas para nós.
Para conseguir então realizar as transformações em nossas vidas, devemos obrigatoriamente provocar destruições de hábitos, apegos, ressentimentos, zelos, inépcia, criticas, medos, iras, cobiças, ódios, apatia, fraquezas, indecisões, etc. Para propormos uma modificação ou uma transformação, devemos empregar em primeiro lugar um reconhecimento. Isto se consegue com uma retrospecção e, uma vez conhecido o mau condicionamento, ainda tendo a vontade de modificar, passamos por uma etapa dolorosa, já que nosso ego não gosta de ser questionado, pois os apegos são difíceis de retirar. Para saudar um inimigo necessitamos humildade, para não criticar necessitamos tolerância, e assim se segue...
É por isso que necessitamos de muita força, vontade, disciplina e perseverança. Uma vez que conseguimos o objetivo, nos sentimos vitoriosos e vem até nós um prazer de harmonia, tranqüilidade, de estar em ordem com a Providência, de ser livre, de amar a Supremacia Criadora, de estar em concordância e sintonia com a expansão do Universo.
Dependendo do mau condicionamento que eliminemos ou destruirmos, vamos descobrindo uma nova luz no horizonte, algo que não conhecíamos, algo novo que nos provoca uma grande alegria interna, expectação, entusiasmo e identificação com a Providência.
Essa alegria de vencer, de lutar, de conquistar, a sensação de vitória após árdua peleja, a partir destas sensações conquistamos a consciência da imortalidade. Quando se determina efetuar uma troca interna e se elege um caminho novo é que se conhece o gozo espiritual que produz o êxito.
Ao reconhecer os benefícios que vamos conquistando, tornamo-nos mais e mais sensíveis a esse estado de harmonia, de retidão consigo mesmo e, como eliminamos gradualmente, de forma inconsciente, o ego não equilibrado, aproveitando a energia, aprendendo a reconhecer o falso do verdadeiro, irradiando paz, alegria, tranqüilidade, tudo isso não só nos beneficia, senão a todos que nos rodeiam. Para fazer mais efetiva a motivação das mudanças, devemos permanentemente alimentarmo-nos com emoções positivas, visualizando-nos com este gozo espiritual do êxito, ou da batalha ganha. Devemos enriquecer essas visualizações com pequenos detalhes que nos agradam, emocionando-nos com o gozo obtido e medir constantemente nosso grau de avanço.
Escrever nossas experiências e resultados é extraordinariamente motivador...
Escrever sobre nossas sensações, analisando-as, é muito produtivo e confortante!
Quando não conseguimos algo ou alguma coisa, o pedido que se deve proferir a Providência é apenas força para seguir na luta, pois o restante é sua responsabilidade. Tudo isso não se pode conseguir se não se tem PERSEVERANÇA, DISCIPLINA e FORÇA! Devemos ter confiança que conseguiremos o objetivo e também muita vontade. Como conclusão, compartilho com meus leitores uma reflexão:
Se já estou em um caminho espiritual, com a enorme energia que me contribuiu a Providência, não devo desperdiçar meu tempo. Agradeço à Providência diariamente a oportunidade de viver, e minha alma se sente cada dia mais plena, sabendo que estou lutando para ser melhor, para ter mais força de vontade, para ser cada dia mais disciplinado, de ser cada dia menos egoísta, com humildade e resignação... Entregar a quem está em minha volta em cada olhar um sorriso de amor, de tantas outras gratas vivências que tenho dia a dia, que vão alimentando as necessidades de minha alma, que me fazem ver com fé e confiança no futuro, sabendo que algum dia conquistarei a identificação
com a Providência e a Consciência Imortal!
NAMASTE!
26.06.2009 09:47

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Olho no Olho!

Numa época em que muito se comenta sobre o futuro da comunicação por meio das novas ferramentas digitais, como a internet, seus adjacentes e adventos (Intranet Corporativa, SMS, e-mail, 3G, Wi-Fi, Blogs, Twitter, Redes Sociais, MSN, Skype, etc.), é fundamental destacar a importância do relacionamento interpessoal na transmissão de confiança e convencimento, dois atributos essenciais para a condução de tudo na vida, sejam de cunho pessoal, profissional ou em relações que envolvem o coração metafórico.
As dificuldades para conduzir idéias, exprimir opiniões e confrontar conceitos têm surgido quando as pessoas tentam substituir os relacionamentos pela tecnologia.
Aos pensamentos me vem o filho de um amigo que "mora" no Orkut, MSN e outras ferramentas On-Line. Me contou este amigo que o filho foi passar o Carnaval em Caldas Novas e ficou mais tempo conectado do que curtindo as piscinas termais.
Claro que os recursos tecnológicos são fundamentais para a rotina diária, principalmente no ambiente profissional, e que muitas vezes ajudam a aproximar as pessoas e incentivar a colaboração. Porém fica claro que nada substitui a comunicação face a face para a construção e fortalecimento de relações, em particular nos processos que envolvem mais emoção do que razão.
Por mais ágeis e objetivas que sejam, ferramentas como o e-mail ou uma apresentação de PowerPoint não são suficientemente capazes de substituir o vínculo de confiança, transparência e credibilidade que surgem dos contatos pessoais que estão, por exemplo, na base dos processos de diálogo em um jogo de conquistas em relacionamentos, em acordos profissionais, bem como nas tarefas diárias.
Só quando existe uma disposição de ouvir e entender os nossos interlocutores, conhecendo as suas intenções, seus interesses, suas preocupações e até o que lhes provocam resistência é que é possível estabelecer uma comunicação efetiva.
Mas questiono: como fazíamos quando a internet era algo novo, quando as comunicações interestaduais se resumiam nas cartas ou nas ligações DDD, ou quando a comunicação telefônica se resumia na antiga Telesp??
Entender que nenhum recurso tecnológico substitui o contato pessoal e a comunicação "Olho no Olho" é imprescindível, principalmente quando um dos pontos em questão é a confidencialidade. Afinal, quem nunca precisou se deslocar fisicamente, por maior que fosse a distância, somente para uma boa conversa? Quantos de vocês leitores de meus artigos já passaram por algum tipo de stress em relacionamentos amorosos, devido à frieza do SMS e das mensagens instantâneas, como o MSN?
Embora tenha à disposição uma série de recursos tecnológicos, digitais e virtuais, inclusive o e-mail, que necessita de apenas alguns segundos para cumprir a sua função de informar, é por meio da comunicação verbal e do relacionamento pessoal que as regras serão definidas, as condições impostas, as expectativas expostas e as experiências trocadas,
com o sigilo que se faz necessário no momento.
Como exemplo prático, quantos e-mails bem redigidos e revisados escondiam um profissional sem talento, sem pudor nem tampouco caráter? Quem já conheceu alguém pela internet a partir de imagens previamente escolhidas, mas que, na vida real, não era tudo aquilo que você imaginava?
E porque você que está lendo este artigo deve definir meu caráter, minhas qualidades e defeitos simplesmente com o ato de ler o que escrevo?
Tecnologia e comunicação podem e devem caminhar juntas, complementando uma a outra. O grande desafio, diante da profusão de novos recursos e ferramentas, é compreender o alcance e os limites da tecnologia. Para que a comunicação se realize, o relacionamento interpessoal, ontem e hoje, é a garantia de assertividade na busca pelos resultados desejados.
Um acordo profissional, a compra de algum produto ou o início de um relacionamento podem e, por praticidade, devem usar e abusar da tecnologia, mas um aperto de mão, um abraço, um beijo, ou um passeio no bosque são e serão sempre muito bem vindos!
A vida é assim...
E assim se segue...
NAMASTE!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Decepção proporcional à Expectativa!

Infeliz daquele que, nos primeiros instantes de uma ligação amorosa, não acredita que ela vai ser eterna!
É necessário que se exija muito de si e espere pouco dos outros, pois assim, evitarás muitos aborrecimentos.
A expectativa é proporcional à decepção e, às vezes, construímos sonhos em cima de grandes pessoas, o tempo passa, e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais!
Não posso escolher como me sinto, mas posso escolher qual sentimento desejo ter e o que fazer a respeito, pois, na prática, decepção é quando você risca em algo ou em alguém um xis preto ou vermelho.
Quando alguém decide trilhar um determinado caminho precisa ter a coragem suficiente para dar passos errados e compreender falhas alheias, apesar de doloridas.
As decepções, as derrotas, o desânimo são ferramentas que a Providência utiliza para mostrar a estrada. A maior decepção é aquela que vem de quem nunca esperamos. No entanto, tão difícil é achar uma esposa amorosa como encontrar um esposo sempre afável com a sua mulher. Às vezes é preciso uma decepção para aprendermos que a vida não é feita apenas de alegria, e sim de tentativas. A ilusão é o primeiro passo para a decepção, já que ninguém é perfeito.
Confie somente 20% em seus companheiros, e não será vítima da surpresa, da decepção, da traição e, se caso for, será tão esperada, tão imaginada por você, que não afetará seu cotidiano!
Da decepção só nasce dureza, do amor passional e compulsivo só nasce tristeza, e nestes casos não se sabe o que quer, não se sabe bem o que se tem, não se sabe o valor exato do que podemos perder, mas se sabe o que não se pode ter...
Depois de uma grande decepção a verdade parece deixar de existir e a memória traz à mente os momentos mais felizes que agora são vistos com olhos traídos. Inteligente é calar uma decepção, emudecendo os gritos de sofrimento, tornando-se indiferente, vingando-se simultaneamente. É válido salientar que o preço da excelência é a disciplina e o custo da mediocridade é a decepção, esta filha da expectativa, pura prova de que você esperava mais do que recebeu... Não espere, faça!
A decepção fere de leve a frase amorosamente dita, esquecendo-a, e nada convém que se repita... Sou humano, mas gostaria de ser como uma máquina, com o dilema pós-humano antecipado, que tivesse como desligar a função do sentimento e da decepção.
A vida é assim...
E assim se segue...
NAMASTE!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Hipocrisia: Dia Internacional da Mulher!

Antes que alguma leitora desmaie diante de tanta falta de sensibilidade deste Neanderthal que vos escreve, é necessário deixar claro que sou um fervoroso fã do feminino, amante à moda antiga e homenagear a mulher creio ser um propósito, não uma ação.
Não pegarei aqui o caminho simplório, bobo e superficial do “se existe um dia internacional da mulher deveria haver também o dia internacional do homem”.
Na verdade, não tenho a menor dúvida de que os idealizadores da data tiveram as melhores intenções ao adotar o dia 8 de março de 1857 como um marco, em homenagem ao símbolo feminino que foi 129 vezes incinerado debaixo do abafado caos têxtil. O que não pode deixar de ser comentado é o que aconteceu desde então com esta “boa intenção”. Durante o dia de hoje muitas rádios tocarão John Lennon, Roberto e Erasmo Carlos, blogs publicarão textos emocionados sobre a força e a beleza de toda mulher e muitos incentivarão com palavras que devemos dar os parabéns às mulheres que amamos.
Algumas mulheres encontrarão flores em suas mesas de trabalho e outras, com certeza, receberão mensagens de gosto duvidoso, daqueles serviços horríveis de telemensagem. Muitas receberão apenas um telefonema, e outras apenas um beijo gélido.
Não há nada de errado nisso, pois creio que é muito importante oferecermos homenagens e todo o nosso carinho a quem amamos, numa data tão importante, não é?
NÃO!
Pode até ser que não seja de má fé, mas se você é um gerente que parabeniza sua funcionária pelo dia dela e depois oferece aquela promoção ao funcionário menos capacitado, que acompanha com você os jogos do seu time (já vi isso acontecer!), você é um Hipócrita! Se você parabeniza sua esposa pelo dia dela, mas chega em casa e se esparrama no sofá enquanto ela cumpre sua jornada tripla de trabalho, você é um Hipócrita! Se você cumprimenta todas as suas amigas, mas passa o restante do ano tendo o mesmo comportamento machista e sexista de sempre, você é um Hipócrita! Se você chegar ao seu trabalho hoje e, antes de qualquer coisa, parabenizar sua chefe pelo seu dia, mas continuar não admitindo ser comandado por uma Mulher, você é um Hipócrita!
O homem que não se posiciona de verdade, com sinceridade e desprendimento, frente às questões importantes da feminilidade e da relação entre os sexos deveria ter ao menos a dignidade de não ficar repetindo o clichê de “Parabéns pelo seu dia!”.
É isso aí! O Dia Internacional da Mulher deve ser mesmo para refletirmos sobre as conquistas da mulher, e para reivindicar nossos direitos, não nossos direitos como homem ou como mulher, mas como pessoas lutando por maiores conquistas sociais!
Por incrível que pareça, NÃO também!
Eu sei...
Parece estranho que eu esteja negativando tal comemoração, mesmo que ela seja encarada de forma séria, e logicamente não invalidando o mérito, mas posso explicar.
Essa data comemorativa não é hipócrita só porque os homens agem assim.
Ela é hipócrita em si, assim como todas as datas do gênero, remetendo-me subjetivamente ao Dia Internacional da Consciência Negra, tal data já pisoteada em meus artigos.
Existe um mecanismo sutil e ao mesmo tempo cruel pelo qual a sociedade perpetua seu "status quo". Se não houver uma reflexão crítica a respeito do significado de cada ato, mesmo o mais bem intencionado militante torna-se engrenagem que ajuda a mover o próprio sistema que combate. As mais justas reivindicações são absorvidas pela ordem social vigente, e nada muda.
O problema?
Datas assim limitam essa reflexão, e podemos chamar isso de “vacina ideológica”.
Para compreender, vamos pensar em como uma vacina funciona: para que o corpo se mantenha saudável (ou inalterado, no nosso caso!), uma versão enfraquecida do vírus X é ministrada, mas de forma que fique sob controle dos mecanismos de defesa do corpo,
que estarão prontos para combater qualquer manifestação real do vírus.
No caso da sociedade, a data comemorativa das minorias (as mulheres são tratadas como tal) é esse vírus X enfraquecido. Salvo exceções, a reflexão que poderia levar à mudança fica restrita há um dia pré-determinado, fica encaixotada. Todas as reivindicações são feitas com maior intensidade na data estipulada. Existem os discursos e discussões, mas no dia 9 de março as mulheres continuam sujeitas a jornadas triplas de trabalho, continuam trabalhando 50% mais que homens, na mesma função, para ganhar 50% menos, continuam objeto de valores ditatoriais (da beleza, por exemplo), continuam vítimas de violência, sofrendo todo tipo de intimidação, e a pior de todas as pieguices, a total amnésia à Divindade Feminina, sua sagrada maternidade e seu sublime e divinal alimento lácteo.
Sinceramente, o dia internacional da mulher (Sim, em minúsculo!), tal qual é hoje, é irrelevante e desnecessário. As necessidades das mulheres, de igualdade e dignidade, além das econômicas, são muito maiores do que uma data pode comportar, e de nada adianta discutirmos isso hoje e ficarmos anestesiados até o próximo mês de março.
Se for para citar algum poeta ou alguma lenda como Lennon, prefiro dizer que infelizmente a mulher continua sendo “The Nigger of the World”, e que para mudar esse cenário hipócrita precisamos de menos simbolismo, menos pieguices e mais ação.
Desde ontem vem acontecendo uma imensa publicação coletiva nas mídias que atingem as grandes massas, fomentando a valorização e a importância da mulher brasileira.
Vamos acompanhá-las, sufocar nossas mulheres de muito carinho, afeto e gentilezas, vamos ceder com mais acalento o lugar no coletivo para, não só as vovós sentarem, mas para qualquer mulher que esteja de pé, e tampouco vamos nos preocupar se uma mulher furar a fila do banco, mas façamos o máximo para que as discussões não fiquem restritas ao dia 8 de Março, e sim que o tapete vermelho esteja disposto por todos os minutos, horas, dias, meses, anos, e que as trombetas acarinhem nossos sentidos ao desfilarem diante de nossos estupefatos olhares... Mulheres!
A vida é assim...
E assim se segue...
NAMASTE!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Fidúcia!

Aos que suplicaram a presença dos filósofos de plantão, eis que surgem inócuas indagações:

- Qual é a distância entre
a fidúcia e a confiança?
- Qual é o caminho a percorrer,
dentre as, muito próximas,
ousadia e audácia?
- Por qual decidir, entre
o convencimento e a bravatura?
- A convicção e a coragem?
- Nos meandros da persuasão e do denodo?
- Ou do intrépido colosso e da valentia vaidosa?

Da Fidúcia, feminina confiança, e da certeza e segurança surgem a desconfiança, a dissuasão, a dúvida, a hesitação e a insegurança.
Na etimologia, vem do latim, onde a poltronaria, a covardia e o temor vem antagonicamente se dissipando como plumas ao léu!
Da costela originou-se a cópia:
Reprodução de alguma coisa
com base apenas num exemplar
dessa coisa, sem usar o processo
usado originalmente ao criar.
Dizem que são de Marte ou de Vênus...
Também dizem que não têm 'sangue de barata', que 'cada cabeça possui uma sentença' e 'cada coisa a seu tempo'. Alguns dizem que 'cada macaco deve estar em seu galho',
e que 'cão que ladra muito não morde', sem contar que 'cautela nunca é demais'.
Outros dizem que 'de grão em grão, a galinha enche o papo',
e que 'de moeda em moeda se faz uma fortuna'.
Mas têm quem diz que 'depois da tormenta, sempre vem a bonança', e que a 'desgraça? Pouca, é bobagem!'. Os bem humorados dizem que 'chifre pra corno é pouco', mas lembro-me de que 'devagar se vai longe'.
Dizem que em 'dia de muito, véspera de pouco', mas lembro-me que 'cutucar a onça com vara curta' não é uma boa alternativa, mas 'dizei-me com quem andas e te direi quem és!'.
'Prevenindo, dá-se o remédio' - dizem
os antigos, mas é 'na necessidade
que se conhece o amigo'.
Resumindo e desenhando aos de menor QI,
'boca fechada não entra mosca',
'em casa de ferreiro, espeto de pau',
'em rio que tem piranha, jacaré nada de costas' e,
acima de tudo, 'em terra de cego, quem tem um olho é rei!'...
A vida é assim...
E assim se segue...
NAMASTE!

terça-feira, 2 de março de 2010

Transmutando Vibrações - Alquimia!

Os alquimistas são os "filósofos da matéria" e têm por objetivo atingir a compreensão da natureza, dominar e conhecer suas leis, sendo hoje chamada a alquimia de "a arte de alterar ou utilizar as vibrações".
Na concepção alquímica, o Universo originou-se de uma substância única, indiferenciada (matéria prima ou quintessência), a qual polarizou-se em princípios ativo e passivo, derivando daí o mundo manifesto. Este azul alquímico (agente energético responsável por todas as formas de transmutação) corresponde ao conceito ocultista da luz astral, o mesmo veículo ao qual se referem os médiuns que lidam com cura espiritual ou materializações. A alquimia surgiu provavelmente no Egito, como sugere a raiz grega do nome (khemia = transmutação, fusão, mistura), e corresponde ao nome copta do Egito (Khem = terra negra), segundo Plutarco. Os árabes (que invadiram o Egito em 640 D.C.) incorporaram esse vocábulo na forma Al-Kimiya (transformação através de Alá).
O fundador mítico da filosofia alquímica é o egípcio Hermes Trismegistos (associado ao Deus Toth), mas a lenda cristã a atribui aos anjos, que ensinaram os segredos da natureza a alguns homens ao apaixonarem-se pelas mulheres terrenas.
Aos leigos, alquimia pode-se apontar tal confete às merendeiras de nossas instituições educacionais públicas, onde transmutam pó vitaminicamente enriquecido em leite, suco, sopa, ou refeição básica aos menos agraciados...
Um Salve à Madame Sirley, àquela que, do pó do Cacau, da Cafeína e da Soja, além da imensidão de suas diminutas ações, transmuta muito Amor, doação e resignação.
São quatro os postulados básicos da alquimia:
1) - A unidade do princípio material (matéria) e a matéria prima primordial (energia);
2) - Evolução da matéria, sendo que todos os elementos químicos/energéticos conhecidos são tomados como radioativos, uns mais, outros menos, de forma que ao longo de milhões de anos, mesmos os átomos considerados estáveis, sofrem transformações análogas à dos elementos instáveis;
3) - Os elementos químicos representam estados de evolução (sendo o ouro o mais perfeito);
4) - A transformação é o resultado de uma evolução natural ainda desconhecida ao homem, a qual é possível reproduzir semelhança em laboratório, sendo este trabalho ao mesmo tempo espiritual e material, do latim "ora et labora = reza e trabalha", de onde vem a palavra laboratório = labor + oratório.
Segundo Frater Albertus, "ervas, animais e metais - tudo cresce a partir da semente".
Esta "semente" é denominada 'spiritus' ou astra.
Os metais, como seres vivos, podem estar sujeitos a doenças diversas, como comprovam alguns experientes radiestesistas ou radiônicos, inclusive podendo tais elementos até "morrer", e geralmente os metais que empregamos em nossos processos industriais conhecidos, na verdade estão realmente mortos, uma vez que perderam seu 'spiritus'.
O uso de alguns destes metais `adoecidos´ ou de ligas metálicas cuja combinação se originam de metais de caracteres diversos, podem precipitar o surgimento de diversos males. Segundo a filosofia alquímica e os princípios da magia, os sete metais planetários são os que mais acumulam 'spiritus' de natureza análoga à "influência" planetária correspondente. Eles apresentam um ritmo energético oscilante, de acordo com a posição do astro a ele associado, sendo, de forma generalizada, o "biorritmo" do metal.
Como o lendário Hahnemann (fundador da homeopatia) comprovou, as coisas que são de alguma maneira semelhantes na natureza de suas vibrações tem por características afinidades salutares entre si. Isto é conhecido como "Princípio das Correspondências ou Concordâncias". Os florais e a homeopatia baseiam-se em princípios elementares da alquimia herbácea que, na verdade coloquial, considera-se alquimia vegetal, compondo-se da "Pequena Circulação", em contraposição à alquimia mineral ou "Grande Circulação".
Em ambas, o princípio ativo é a quintessência dos elementos impregnada num catalisador (água ou álcool). Transferindo tal conceito ao menor grau técnico, para oferecer o nosso arroz soltinho de cada dia é necessário que o elemento água, em contraponto com os elementos compostos do arroz, entrem em ebulição e transformação, apresentando-nos o mais famoso prato básico que acompanha os mais diversos préstitos conhecidos. Citando-lhes outro exemplo, porque não mencionar o açúcar que, em transmutação com o álcool natural da espiga proveniente do milho, do sorgo, do já citado arroz (que nos remete ao sake!), e de nossa famosa matéria-prima nativa, a cana-de-açúcar, oferta-nos um elemento combustível de substâncias, cuja liberação de energia proveniente da reação com o elemento oxigênio, se apresenta em forma de calor, chamas e gases que, por conseguinte comercial, faz girar a imensa roda da indústria gananciosa nacional e, por que não dizer, multinacional.
A alquimia é, antes de tudo, um sistema de autotransformação.
Transmuta Labor em Moeda e Empáfia...
Moeda em Consumo e Ganância...
Consumo em Necessidades e Miséria...
Necessidades em Energia e Dissipação...
Energia em Resíduos e Nímios Elementos...
E como diz nossa rainha poetisa Rita Lee: "Tudo vira bosta!".
O caminho é, ao mesmo tempo, espiritual e material. Existem duas vias para o pesquisador:
A via úmida e a via seca, ou mais atassalhadamente dizendo, a do sábio e a do filósofo. Uma é mais rápida do que a outra mas, no entanto, é muito mais arriscada. A transmutação ocorre livre na natureza e intriga diversos pesquisadores:
Como é possível que uma galinha, cuja ração é absolutamente carente de cálcio, possa gerar ovos, sabendo-se que a descalcificação de seus ossos não responde o suficiente para o processo?
Como um pinto recém-nascido pode ter mais cálcio do que a gema que o gerou?
Estes e muitos outros mistérios serão esclarecidos no dia em que o homem se debruçar sobre o conhecimento antigo, sobre os ensinamentos anosos, sem preconceitos, e estudá-los com afinco, como nos diz Fritjof Cappra, 'O Tao da Física', ou nos transmuta, subjetivamente, os tutores do Verbo, cuja Palavra é inerente e propositadamente confundida...
A vida é assim...
E assim se segue...
NAMASTE!