terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Filhos(as) do Século XXI!

A geração que hoje passa pela adolescência e juventude tem características bem diferentes das anteriores, e o imediatismo é uma das marcas mais presentes nas relações que envolvem amizade, namoro, família e relações interpessoais.
Internet, telefone celular e redes sociais são tão comuns que parece que a vida dos jovens muitas vezes está baseada numa comunicação instantânea e sem profundidade. É verdade que o computador e a Internet trouxeram muitos benefícios e crescimento para a humanidade.
O problema começou quando passamos a manter relacionamentos sempre à distância.
À medida que evoluímos em tecnologia e desenvolvimento, infelizmente vamos deixando para traz os hábitos e os costumes das nossas gerações passadas, e até mesmo a palavra "amigo" passou a ter outra conotação para os adolescentes quando surgiram as redes sociais, já que ali é possível alguém ter uma multidão de "amigos". Antes dessas redes, um amigo era geralmente uma pessoa muito próxima, alguém com quem se podia trocar confidências, desabafos, segredos, e contar em todas as horas.
Assim, os jovens acabam competindo por mais e mais amigos - pessoas que ele normalmente nem conhece. Possuir a maior lista de amigos, hoje, é status!
A quantidade e a aparência de felicidade são o mais importante para eles, não importando a qualidade deste processo. E como o "amigo" é agora apenas um número, ele pode ser trocado por qualquer motivo. Logo, a amizade fica descartável e o comportamento do jovem passa a ser coerente com o tipo de vida que ele vive: tudo rápido e descartável.
A verdade é que os adolescentes de hoje vivem num mundo
em que o ter e o mostrar se tornaram verbos de ordem.
O que resulta disto é que pouco se sente, muito se mostra e o jovem passa a acreditar que o que vê no outro é o que o outro é, e então começa a se sentir menos e a querer para si o que o outro mostra, sem pensar que aquilo é apenas uma imagem, não uma pessoa, é apenas "alguém" que "alguém" tenta mostrar para o restante do mundo!
Desse modo, o jovem passa a guardar angústias e querer mostrar que é feliz... Apenas "mostrar", pois está longe de "sentir"!
Com a superficialidade dos relacionamentos, ele não pode compartilhar sentimentos com os amigos e acaba isolado em seu Universo virtual. O que ele não sabe é que quando conhecemos e nos envolvemos com o outro, também passamos a nos conhecer melhor, aceitar a nossa humanidade e isto implica tempo, disponibilidade, renúncias, paciência, dedicação...
Experimentar estes comportamentos nos torna menos imediatistas, mais conscienciosos e pacientes. Se você ficou preocupado(a) com seu filho, calma. Os pais têm um papel importante, são referenciais. Então, dê o melhor exemplo, mantendo relacionamentos baseados em confiança e ensinando como é bom compartilhar sentimentos com os outros.
Ficar horas defronte ao computador ensinará qual postura a seu filho?

Você pode ajudar limitando e responsabilizando o jovem por determinados comportamentos, dividindo tarefas, apresentando-lhe o "perder para ganhar", e é importante que eles saibam que ter 999 amigos numa rede social certamente vale muito menos que a turma boa da escola ou faculdade, e vale absurdamente menos que aquele amigo que lhe oferecerá os ombros, o colo, e uma palavra de acalento, no momento de maior angustia e tristeza.
Preocupado(a) com o que você, subjetivamente ou até mesmo inconscientemente, vem ensinando para seu filho? Assista ao vídeo abaixo!

A vida é assim...
E assim se segue...
NAMASTE!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Mentalização no Presente do Afirmativo!

A vontade manifestada como firme determinação, na verdade, é a materialização de energias que, ao gerar em sua mente pensamentos intuitivos, se tornam palavras, atos e ações. Mas uma vez escolhido e determinado “O que vamos fazer”, temos de usar o poder da ação. A vontade, por si, não pode criar coisas. Porém, ela é a força mental que nos faz avançar rumo ao objetivo, até conseguirmos criar o que desejamos.
Pode acontecer de cometermos erro(s) no(s) projeto(s), pode acontecer de “a correia soltar-se da polia”, mas a força da vontade faz com que as coisas e os fatos retomem o bom andamento. Talvez os amigos falhem, mas a vontade sempre nos chama de volta ao caminho traçado. Os pequenos projetos individuais talvez falhem, porém o grande projeto – o grandioso objetivo rumo ao qual avançamos – jamais falha.
Mesmo que surjam pontos fracos de vez em quando, a força da vontade “emenda” essas falhas e nos permite avançar rumo ao objetivo. Mesmo quando um paciente é desenganado pelo médico, a força da vontade faz com que ele se agarre à Vida. Mesmo quando não parece haver mais esperança, a força da vontade faz com que a pessoa persevere no trabalho.
Superando os fracassos, transforme as derrotas em vitórias, e é verdadeira a afirmação:
“Conseguem vitórias aqueles que simplesmente acreditam!”.
A vontade é também uma força magnética, que fez de Henry Ford o “Rei do Automóvel”, de Thomas Edison um grande inventor, de George Washington e Abraham Lincoln grandes benfeitores da humanidade, de Goethe e Shakespeare escritores mundialmente famosos. Saiba, leitor, que sua vontade possui um sutil poder atrativo.
A vontade e sua força magnética fez de Hitler aquele que todos conhecem, mas a vontade o fez um grande e absoluto líder, apesar dele ter canalizado a "vontade" para um caminho que não merece comentários.
A vontade fervorosa tem a força de mover as pessoas e fazê-las agir a seu favor, mas basta que o ego e a ganância interfiram para que toda a força criadora tome um curso indesejado.
A sorte sorri para as pessoas que têm coragem e determinação, abençoando os corajosos.
Se você deseja ser respeitado, precisa mostrar o seu grande ideal.
Se você quer que o ambiente ao seu redor atenda às suas exigências, deve tomar a decisão de assumir hoje, neste momento, a posição de senhor de si mesmo e do seu ambiente.
Hoje, agora e sempre você deve estar com a sensibilidade especialmente aguçada para captar a Suprema Sabedoria da Providência. Tu és capaz de escolher o que será melhor para você e para os outros. Você escolhe isto ou aquilo, mas deve mentalizar o “teor” do seu propósito.
Avance com determinação para atingir o objetivo. Hoje, agora e sempre não se intimide diante das pessoas e das circunstâncias, pois você sabe que é o(a) próprio(a) criador(a) das suas situações. Você é o(a) dono(a) do seu destino. Você é livre para pensar e agir como quiser.
Sinta a força da Providência agindo dentro de ti, uma força misteriosa fluindo para o seu interior.
A sua firme vontade é uma espécie de imã que atrai tudo que lhe é necessário. Este imã atrai bons amigos que jamais se afastarão de ti.
Tenha alma destemida, recebendo a revelação da Verdade Suprema.
Em suas obras, demonstre sempre a sabedoria vinda da Providência.
Hoje, agora e sempre tenha consciência da sua força infinita criadora da expansão de seu próprio Universo, e com essa força que caracteriza as pessoas repletas de Amor e Sabedoria da Providência, desempenhe a função que lhe cabe nesta vida. Você possui a vontade de vencer, sempre conseguindo realizar seus propósitos e, por isso, consegue alcançar o seu objetivo conforme a Vontade da Providência!
Você é o que pensa de si mesmo(a)!
NAMASTE!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A Fronteira!

No exterior de Meu Cazzzulo, hoje completo o 37o. ciclo, que se apresenta subjetiva e cognitivamente na forma de um divisor de águas, um antes e depois, uma fronteira entre o que foi, o que aprendi e o que vou construir. Adormeço com os pensamentos nessa fronteira, e sonho com a estrada onde os cavalos correm com o vento, livres da idéia de que precisam ser domados, livres do arquiteto de carrosséis, livres do arreio social, livres...
Após um sono profundo, onde metáforas definem as energias que me cercam, acordo novamente fomentando pensamentos na fronteira, e continuo materializando energias e sonhando e com a estrada livre de julgamentos e pesares, livre da comparação do ontem que massacra o hoje e que prevê o amanhã.
A realidade é apenas uma convenção, uma antiga e eficiente superstição pseudo alicerçada na razão. A fronteira é apenas um espelho que nós mesmos construímos para deslumbrarmo-nos, para aguçar a necessidade de ir além, não fisicamente, mas ir além rumo à expansão de horizontes e de nosso Universo consciente e inconsciente.
Por isso que é preciso ir além de si mesmo, além de nossas fronteiras, derrubar nossas cercas, desligar todos os sistemas de segurança, livrar-se de todas as amarras, de todas as pressões, de todas as aflições, simplesmente deixar-se livre no sentido de seguir adiante!
Atravessar o espelho é deixar-se para trás, pois é assim que o cavalo esguio se livra do carrossel, é assim que o galopante domina o domador, é assim que se elimina a idéia de que estamos condenados a prisão das limitações impostas por nós mesmos, por julgamentos externos e pela hipocrisia da sociedade. Não é essa a nossa condição!
A liberdade é o maior dom que temos, o Livre Arbítrio é o nosso maior poder de realização. A realidade nada mais é do que a materialização de nossos atos, palavras e ações provenientes de nosso livre caminhar, de nosso livre pensar, de nosso livre agir e, definitivamente, de nosso Livre Arbítrio!
Deixe que a liberdade se torne um alimento para seu coração e para uma coragem que possa abrir e expandir seu horizonte, não somente focado em uma pessoa, em uma coisa, em alguém ou em algo, mas para toda a expansão sadia de seu Universo.
NAMASTE!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

2010!

Mais um ciclo ao redor de nossa Lua Grande...
Mais uma volta ao redor do astro que nos fornece energia...
Pensei em escrever algo, devanear mais uma vez, só pra variar, mas nada que eu publicasse em homenagem ao ano que se inicia seria o suficiente, diante de um texto que recebi de uma pessoa muito próxima no grau biológico, distância interestadual em grau físico, mas ao meu lado no mais alto grau fraterno. Escritor, Diretor de Cinema e Fotografia, Existencialista, Humanista, atualmente envolvido nos meandros da Nanotecnologia, Nanociência e estudos sobre a manipulação generalizada de elementos em escala nanométrica, majoro neste artigo a bruta matéria que figura no espírito decrépito e catedrático de meu irmão, Alexandre Quaresma. Nas laboriosas e concorridas horas de seu dia, reservou um "nanomomento" para articular e almejar com lisura as palavras e sentenças que sagro neste artigo.
Em meio às obscuridades de Heráclito de Éfeso, sob as geniais minutas de Anatole France, aclamando o estilo e desenvoltura da pena inapagável de Xavier de Maistre e amparado por Thiago de Mello, proferiu tais desejos e anseios à minha pessoa, regado por um provável Porto ou algum Senhor Escocês de 18 anos.
Na infância de 2010, com uma gota venturosa da solução 'água, sais minerais, proteínas e gordura', vulgar e humanamente chamada de lágrima, compartilho e desejo em dobro aos meus leitores o que meu Mano Cabista exteriorizou-me de seu coração metafórico.

__________
Os Estatutos do Homem
(Ato Institucional Permanente)

Artigo I.
Fica decretado que agora vale a verdade.
que agora vale a vida e que, de mãos dadas,
trabalharemos todos pela vida verdadeira.

Artigo II.
Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de domingo.

Artigo III.
Fica decretado que,
a partir deste instante,
haverão girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra,
e que as janelas devem
permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde
onde cresce a esperança.

Artigo IV.
Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu.

Parágrafo Único:
O homem confiará no homem
como um menino confia em outro menino.

Artigo V.
Fica decretado que os homens
estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio
nem a armadura de palavras.
O homem se sentará à mesa
com seu olhar limpo, porque a verdade
passará a ser servida antes da sobremesa.

Artigo VI.
Fica estabelecida, durante dez séculos,
a prática sonhada pelo Profeta Isaías,
o lobo e o cordeiro pastarão juntos e a comida
de ambos terá o mesmo gosto de aurora.

Artigo VII.
Por decreto irrevogável
fica estabelecido o reinado permanente
da justiça e da claridade, e a alegria será
uma bandeira generosa para sempre
desfraldada na alma do povo.

Artigo VIII.
Fica decretado que a maior dor sempre
foi e será sempre não poder dar-se amor
a quem se ama e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor.

Artigo IX.
Fica permitido que o pão de cada dia
tenha no homem o sinal de seu suor.
Mas que, sobretudo tenha sempre
o quente sabor da ternura.

Artigo X.
Fica permitido a qualquer pessoa,
a qualquer hora da vida,
o uso do traje branco.

Artigo XI.
Fica decretado, por definição, que o homem
é um animal que ama e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã.

Artigo XII.
Decreta-se que nada será obrigado nem proibido,
tudo será permitido, inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes com uma imensa begônia na lapela.

Parágrafo único:
Só uma coisa fica proibida:
amar sem amor!

Artigo XIII.
Fica decretado que o dinheiro não
poderá nunca mais comprar o sol
das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo,
o dinheiro se transformará em uma
espada fraternal para defender o direito
de cantar e a festa do dia que chegou!

Artigo Final.
Fica proibido o uso da palavra liberdade,
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante a liberdade
será algo vivo e transparente,
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre
o coração do homem.
__________
Um maravilhoso e próspero 2010 à todos!
NAMASTE!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Então é Natal!

Universal, abrangente, calorosa...
Assim é a Festa de Natal, que envolve a todos, gregos e troianos. Uma das mais coloridas celebrações da humanidade, é a maior festa da cristandade e da civilização moderna, surgida do cristianismo no Ocidente. Época em que toda a fantasia é permitida.
Não há quem consiga ignorar a data, por mais que conteste a importação norte-americana dos simbolismos: Neve, Papai Noel barbudo, vestido com roupa de lã e botas, castanhas, trenós, renas. Até os antinatalinos acabam em concessões: um presentinho aqui, outro acolá, uma estrelinha de Belém na porta de casa, uma árvore de Natal, uma luzinha piscando na árvore de Natal ou na fachada da residência, mimos que marcam a celebração da vida, que é o autêntico sentido da festa.
Independente do consumismo, tão marcante, o Natal mantém símbolos sagrados do dom, do mistério e da gratuidade. Na origem, as comemorações festivas do ciclo natalino vêm da distante Idade Média, quando a Igreja Católica introduziu o Natal em substituição a uma festa mais antiga do Império Romano, a festa do Deus Mitra, que anunciava a volta do Sol em pleno inverno do Hemisfério Norte. A adoração a Mitra, divindade persa que se aliou ao sol para obter calor e luz em benefício das plantas, foi introduzida em Roma no último século antes de Cristo, tornando-se uma das religiões mais populares do Império.
A data conhecida pelos primeiros cristãos foi fixada pelo Papa Júlio I para celebrar o nascimento de "Jesus Cristo", pseudo filho do Criador, como uma forma de atrair o interesse da população. Pouco a pouco o sentido cristão modelou e reinterpretou o Natal na forma e intenção. Conta o Livro Sagrado dos Cristãos que um anjo anunciou para uma virgem chamada Maria que ela daria a luz ao primogênito do Criador, Jeová que, em hebraico, não é um nome, e sim uma menção ao Ungido, ao Sagrado, ao representante do Criador na Terra. Na véspera de seu nascimento, Maria e seu esposo, José, viajaram de Nazaré para Belém, chegando já tarde da noite e, como não encontraram lugar para dormir, decidiram passar a noite no estábulo de uma estalagem. Ali mesmo, entre bois e cabras, nasceu o Profeta dos Cristãos, sendo enrolado com panos e deitado em uma manjedoura.
Pastores que estavam próximos com seus rebanhos foram avisados por um anjo e visitaram o bebê. Três Reis Magos, que viajavam há dias seguindo a mística estrela guia, igualmente encontraram o lugar e ofereceram presentes ao menino: ouro, mirra e incenso.
No retorno, espalharam a notícia de que havia nascido o filho do Criador.
Hoje, sem desmistificar nem tampouco blasfemar, sabe-se que este cenário, esta história é apenas mais uma parábola para, subjetivamente, assinalar os desígnios da Providência e sua excelência em nos apresentar sinais, no intento de apontar-nos um Norte.
Hoje grandes historiadores e estudiosos apontam para outra versão, que se inicia pelo fato de que o Livro Sagrado dos Cristãos, a Bíblia como a conhecemos hoje, na verdade é uma colagem composta pelos ditames do Imperador Romano Constantino, o Grande, do primeiro Concílio de Nicéia, onde se deliberou todos os alicerces da fé proclamada pela Igreja Católica que conhecemos, inclusive a votação final quanto ao reconhecimento da divindade do Profeta "Jesus Cristo", com um total de 300 votos, contra apenas 2 desfavoráveis.
Dentre os votantes, Eusébio de Nicomédia, Teógnis de Nice, Maris de Chalcedon, Eusébio de Cesárea, Sócrates, Sozomenes, Rufino, Gelasio de Cícico, dentre outros que hoje são proclamados como filósofos, matemáticos, teólogos, historiadores, etc.
Guardado o devido devaneio histórico, não pretendo aqui me atrever a desestruturar os alicerces cristãos, mas sim apontar para o fato de que a manipulação de massa, deter o controle das grandes multidões, já inflava egos da antiga e mofada Idade Média. O ser humano, em diferentes graus, necessita de simbologias, apelos divinos, imagens santificadas, para se isentar da própria responsabilidade de seus atos. Todas as sociedades humanas possuem símbolos que expressam mitos, crenças, fatos, situações ou idéias, sendo nada mais do que formas de representação da realidade.
Voltemos, portanto, nossos olhos e corações ao apelo energético da simbologia do Natal, onde se fomenta o nascimento, a renovação, a doçura da virgindade e a ingenuidade da criança, o Criador e a Natureza, o Sol que nos dá energia e a Lua que romantiza a escuridão. Prendemo-nos aos pensamentos de restauração da crença e da fé na Providência, a qual tudo criou, desde os primórdios, e nos deu a vida com uma única ferramenta na mochila:
O Livre Arbítrio!
Sem alimentar mediocridades nem tampouco dogmas e doutrinas, apenas e com todas as minhas forças, desejo a todos os meus e em dobro aos que lêem meus artigos, que as energias do Natal gerem um balanço quantitativo e qualitativo do Amor e suas virtudes, e que todos reiniciem um novo ciclo, partilhando o Amor Incondicional, a pureza da doação e caridade moral e o desprendimento tardio e moroso da matéria.
Amor, Saúde, Paz, Força e Sabedoria... O que recebermos além destas virtudes, que seja compartilhado com os menos esclarecidos e desprovidos de oportunidades.
Feliz Natal...
NAMASTE!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Mestres!

Não há mestres nesse mundo e nem nos planos invisíveis que não hajam passado por todas as aflições e incertezas da experiência humana. Eles chegaram a sua posição atual por terem dominado tais incertezas e elevado suas consciências por sobre as circunstâncias que encadeiam a maioria das pessoas no egoísmo. Todas as grandes almas têm passado gradualmente da ignorância a sabedoria.
Ninguém evolui instantaneamente...
Cada um deles foi tentado e cada um deles foi suficientemente forte para superar os momentos de tentação. Todos foram mal compreendidos e perseguidos. Muitos morreram por seus ideais, preferindo a sabedoria do que os tesouros e o poder do mundo!
SIM!... Como explana Dna. Maria Laureci:
"A riqueza está no simples do simples do simples!"...
Cada um deles evoluiu pela inteligência, o amor desinteressado e a coragem de vencer a si mesmos... Cabe aqui o verbo "humildar"!
Eles são admiráveis por isso...
Ascensionaram por mérito e costumam trabalhar em silêncio!

Neste cenário, indago:

Se um estudante de medicina está disposto a concentrar muitos anos de seus estudos envolvendo o corpo humano, quanto tempo levará um estudante espiritual para conhecer sua alma e familiarizar-se com sua natureza divina, sua essência suprema e sua pluralidade de existências?

Embasado em palavras alheias, em meus estudos em neurociência e em minha trilha no caminho espiritual, no exterior de Meu Cazzzulo manifestei três máximas que, crendo incondicionalmente, apontam e auxiliam a todos os bem vindos leitores de minhas minutas, um bom caminho:

- A Providência forja a pedra bruta,
antes de tornar o HOMEM o Rei de sua própria vida!

- Não reclame ou blasfeme:
Ao final das adversidades há um céu azul e um sol radiante!

- Guardem na lembrança e nos pensamentos
somente memórias que lhe tragam esperanças!

NAMASTE!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Desprenda-se!

Durante a nossa jornada terrena, vamos adicionando pessoas, animais de estimação e bens materiais que, de alguma maneira, nos completam.
Chega um momento em que algumas delas podem não estar mais presentes ou até mesmo ainda estar, mas não do jeito que esperamos, afinal, mudanças e perdas acontecem. Assim acontece com as pessoas que passam por nossa vida durante nossa caminhada e, por algum motivo, são para nós insubstituíveis.
Pequenos (às vezes grandes!) animaizinhos domésticos nos suprem a solidão, o amor que esperamos do outro, etc., dentre inúmeros sentimentos que o amor incondicional de diversos animais de estimação podem nos ofertar, mas também nos trazem dor e lágrimas quando desencarnam. As perdas materiais também acontecem, muitas vezes inevitavelmente. Diante dessas perdas e mudanças, que geralmente trazem dor, não se deve, jamais, desanimar.
Acontecimentos assim devem ser encarados como experiências que ajudam a evoluir. Cabe a quem perde aceitar as perdas e as mudanças, adaptando-se a elas... O mundo não vai parar por causa de algum acontecimento e será um desgaste muito grande a quem optar por ficar parado no tempo, remoendo dia após dia o que aconteceu.
Esperar pelo momento e pelas condições perfeitas para seguir em frente e tomar decisões, muitas vezes, parece ser o mais sensato e cômodo a fazer.
Porém, deve-se ter em mente que mesmo que o dia presente não seja o mais perfeito, ele pode oferecer todas as possibilidades e, aproveitando,
cabe como uma luva a máxima:
"Nada como um dia após o outro,
com uma noite espremidinha no meio!"
.
É como olhar uma simples moeda:
Se deixá-la imóvel, deitada sobre a mesa, ela vai apresentar apenas uma imagem. Sem comodismo e com disposição, podemos virá-la e enxergar o outro lado, e com movimentos contíguos, veremos não só os dois lados, mas todos os desenhos de sua circunferência.
Assim são os dias e nossa disposição diante dos fatos, não se devendo jamais fechar os olhos diante do que é tão claro, mas estarmos atentos e abertos a enxergar todas as possibilidades e aceitar as oportunidades que a vida nos oferta.
Quando uma porta se fecha, outras se abrem. Assim são os dias, quando um termina, logo outro se inicia. Em todos eles somos abençoados e temos a opção de usar todas as ferramentas ao nosso favor e ir ao encontro da felicidade.
Todos os dias ao acordar é possível fazer escolhas para ter um bom ou mau dia.
Enxergue todas as possibilidades que se fazem presentes para alcançar e realizar o que é desejado.
Abra-se para novas experiências...
Aproveite o dia... aproveite a vida!
Aproveite...
NAMASTE!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Vergonha Negra!

SIM! Vergonha...
Determinaram e legislaram em meados de 2003 que o dia 20 de Novembro celebraria a partir de então o Dia da Consciência Negra.
Politicamente falando, o dia 20 de Novembro é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. Tal feriado coincide com a data de desencarne do Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, que aconteceu em 1695, coincidência esta para lembrar a quase insana resistência do negro à escravidão de forma geral, desde os primeiros negros africanos que pisaram no solo brasileiro em 1594.
Mas é vergonhoso celebrar um feriado hipócrita como esse, quando muitos, inclusive negros e descendentes, estão na praia sem a menor preocupação com negros, brancos, orientais, índios, árabes, islâmicos, dentre outras etnias, raças e grupos religiosos, vítimas de preconceito e discriminação, comendo e bebendo em quiosques onde tais cozinheiros e garçons são negros ou descendentes de negros...
Mas o importante é viajar, é fritar ao sol da Praia Grande - SP... Palhaçada!
Ora, inserção social do negro?
Porque gastar neurônios ou proferir minutas com tal infâmia, se na prática o negro só é inserido na sociedade para suprir a demanda de subemprego, ou se mais, nos grupos de pagode e nossos valorosos craques do futebol? Me vem em mente o jogador de futebol Adriano que, do alto de sua carreira de sucesso, deprimiu, enterrou o pé na jaca da dependência química e, de peito aberto e para resgatar sua essência, voltou aos seus, valorizou o pé descalço no chão, a simplicidade da moradia, o mínimo de conforto e riqueza de caráter que muitos possuem no meio da favela!
Hoje continua a trilhar sua bela carreira, felizmente com valores revistos!
Voltando ao Zumbi dos Palmares, atualmente vislumbramos a imagem do Zumbi como um personagem histórico que representou o maior ícone da resistência negra na luta contra a escravidão e ao sistema escravista de um modo geral, além também de representar uma forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil, no período do Brasil Colonial.
Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade.
Mas é válido salientar que pesquisas atuais sobre sua importância no Quilombo dos Palmares e sua influência no povo quilombola e inúmeros mocambos (Vilas de negros, índios e brancos foragidos!), apontam para a afirmação que o próprio Zumbi mantinha escravos particulares!
Portanto, aponto a partir deste fato que o racismo, o preconceito e a prática da discriminação, de um modo geral, nada mais representam do que o poder ganancioso do Ego sobre as minorias. “Deus da Guerra”, “Fantasma Imortal” ou “Morto Vivo”, ou seja qual for a tradução correta do nome Zumbi, o seu significado para a história do Brasil e para o movimento negro é praticamente unânime: Zumbi dos Palmares é o maior ícone da resistência negra ao escravismo e de sua luta por liberdade. Os anos foram passando, mas o sonho de Zumbi permanece e sua história é contada com orgulho pelos habitantes da região onde o negro-rei pregou a liberdade!
Vale dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares, entre outros, foram sempre considerados heróis nacionais. No entanto, em 1789, os franceses declararam os direitos universais do homem. Tínhamos, ali, um marco para a história do ocidente que acabaria por influenciar todo o mundo. A declaração dizia, em alto e bom tom, que todos nasciam iguais, que todos tinham os mesmos direitos, que todos estavam livres de crueldade. Mesmo assim, milhares de humanos e "não-humanos" seguiam explorados, violentados e submetidos a maus-tratos. Os negros cruzavam os mares como escravos em centenas, marcando o primeiro grande genocídio da história moderna. A explicação fácil para a exploração era retórica e contraditória, mas serviu para aplacar a alma do violador, para quem os negros não faziam parte do "humano" dos direitos humanos.
Ainda hoje os negros e os não-brancos recebem salários menores, trabalham mais informalmente e são mais pobres, além de serem a minoria nas universidades e sofrerem discriminação e violência por conta do tom de pele. Em regra, não são as ações dos negros, tampouco o seu caráter, que passam pelo crivo do julgamento público, mas sua melanina.
Quando surgem políticas de promoção da igualdade, não é a política que é questionada, mas o mérito que os negros receberão, e o fato de estarem, "audaciosamente", em lugares que, segundo os preconceituosos, não lhes compete, como as universidades. Cotas, distribuição de renda e igualdade salarial não ofendem pela proposta, mas por promoverem o sustento de um estado democrático que é o igual reconhecimento de interesses.
Algo que não se faz em discurso, mas em ações, e que tira muitos da zona de conforto. Enquanto não encontrarmos - em igual porcentagem - negros doutores em meteorologia, química, física, matemática, filosofia, medicina, as cotas seguirão como uma política ridícula, hipócrita, mas lamentavelmente necessária.
Os racistas aceitam negro doutor em antropologia que estuda quilombos, mas se incomodam com o negro doutor do Supremo Tribunal Federal.
Com o perdão do veneno a escorrer pelo canto da boca, adoraria assistir de camarote um racista tomar inúmeras chibatadas de um negro "cromado"!
Atualmente existem inúmeros grupos que disseminam informações sobre a inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, discriminação policial, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc. A "Helena" Global é protagonista... Filmes e seriados americanos já apontaram negros como Presidentes dos E.U.A., como a série "24 Horas", ou o atual filme "2012". O líder político da maior nação capitalista é descendente de negros. Mas a história se faz por meio da capacidade de resistência e de mobilização. As grandes revoluções foram silenciosas. Foi assim na Índia, com Gandhi, e foi assim nos E.U.A. quando os negros pararam de usar os ônibus públicos - e andavam quilômetros a pé - para protestar contra o Apartheid.

O ser humano, ao longo de toda a sua história, manteve certo medo, ou até mesmo receio pelas coisas diferentes do seu cotidiano. Sua análise quanto a estas coisas era baseado em seus conhecimentos não contestáveis, pois não haveria sentido acreditar em outras verdades se sua vida se manteve adequada e em um caminho retilíneo até tal diferença surgir. Essa é a base para o etnocentrismo, atitude de considerar seu meio e cultura superior a dos demais, daí surge o preconceito. Mas o que se exige de um ser que possui o raciocínio, é que antes de ter um ato de discriminação, que ele analise tal diferença, para poder compreendê-la.
Mas o ser humano, de uma forma geral, tem um talento especial para discriminar e criar zonas de conforto a partir do poder sobre as minorias e, principalmente, de encontrar argumentos que justifiquem suas escolhas. Foi e é assim com o racismo, com o machismo, com a discriminação de classe, dentre outros convencionalismos.
O dia 13 de Maio, que celebramos a Abolição da Escravatura, tem sido rejeitado pelos próprios negros e por movimentos ativistas, por enfatizar muitas vezes a "generosidade" da Princesa Isabel, ou seja, ser uma celebração da atitude de uma branca. Neste cenário, é importante citar o perigo que há no preconceito do negro contra si próprio, ou o preconceito inverso, este que temos como exemplo o bairro do Bronx, N.Y., E.U.A.!
Lá, um branco é discriminado e é vítima de violência como nós brasileiros nunca sequer imaginamos!
Evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização de qualquer raça ou classe perante a sociedade, é uma das bandeiras que devemos levantar... Por isso, pensar a democracia e a Justiça a partir da condição dos negros é pensar em nossa própria humanidade. Os não-brancos, no Brasil, são praticamente a metade da população brasileira e as mulheres, mais da metade!
Ignorar a qualidade de vida desses humanos e seus interesses é fazer a manutenção de um conceito de humano que só privilegie alguns "bem-aventurados".
Nelson Mandela acreditou na luta...
Martin Luther King articulou "I have a dream"...
Barack Obama exclamou "We can!"...
Chega de privilégios, de minorias e de inferioridade...
NAMASTE!