terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Filhos(as) do Século XXI!

A geração que hoje passa pela adolescência e juventude tem características bem diferentes das anteriores, e o imediatismo é uma das marcas mais presentes nas relações que envolvem amizade, namoro, família e relações interpessoais.
Internet, telefone celular e redes sociais são tão comuns que parece que a vida dos jovens muitas vezes está baseada numa comunicação instantânea e sem profundidade. É verdade que o computador e a Internet trouxeram muitos benefícios e crescimento para a humanidade.
O problema começou quando passamos a manter relacionamentos sempre à distância.
À medida que evoluímos em tecnologia e desenvolvimento, infelizmente vamos deixando para traz os hábitos e os costumes das nossas gerações passadas, e até mesmo a palavra "amigo" passou a ter outra conotação para os adolescentes quando surgiram as redes sociais, já que ali é possível alguém ter uma multidão de "amigos". Antes dessas redes, um amigo era geralmente uma pessoa muito próxima, alguém com quem se podia trocar confidências, desabafos, segredos, e contar em todas as horas.
Assim, os jovens acabam competindo por mais e mais amigos - pessoas que ele normalmente nem conhece. Possuir a maior lista de amigos, hoje, é status!
A quantidade e a aparência de felicidade são o mais importante para eles, não importando a qualidade deste processo. E como o "amigo" é agora apenas um número, ele pode ser trocado por qualquer motivo. Logo, a amizade fica descartável e o comportamento do jovem passa a ser coerente com o tipo de vida que ele vive: tudo rápido e descartável.
A verdade é que os adolescentes de hoje vivem num mundo
em que o ter e o mostrar se tornaram verbos de ordem.
O que resulta disto é que pouco se sente, muito se mostra e o jovem passa a acreditar que o que vê no outro é o que o outro é, e então começa a se sentir menos e a querer para si o que o outro mostra, sem pensar que aquilo é apenas uma imagem, não uma pessoa, é apenas "alguém" que "alguém" tenta mostrar para o restante do mundo!
Desse modo, o jovem passa a guardar angústias e querer mostrar que é feliz... Apenas "mostrar", pois está longe de "sentir"!
Com a superficialidade dos relacionamentos, ele não pode compartilhar sentimentos com os amigos e acaba isolado em seu Universo virtual. O que ele não sabe é que quando conhecemos e nos envolvemos com o outro, também passamos a nos conhecer melhor, aceitar a nossa humanidade e isto implica tempo, disponibilidade, renúncias, paciência, dedicação...
Experimentar estes comportamentos nos torna menos imediatistas, mais conscienciosos e pacientes. Se você ficou preocupado(a) com seu filho, calma. Os pais têm um papel importante, são referenciais. Então, dê o melhor exemplo, mantendo relacionamentos baseados em confiança e ensinando como é bom compartilhar sentimentos com os outros.
Ficar horas defronte ao computador ensinará qual postura a seu filho?

Você pode ajudar limitando e responsabilizando o jovem por determinados comportamentos, dividindo tarefas, apresentando-lhe o "perder para ganhar", e é importante que eles saibam que ter 999 amigos numa rede social certamente vale muito menos que a turma boa da escola ou faculdade, e vale absurdamente menos que aquele amigo que lhe oferecerá os ombros, o colo, e uma palavra de acalento, no momento de maior angustia e tristeza.
Preocupado(a) com o que você, subjetivamente ou até mesmo inconscientemente, vem ensinando para seu filho? Assista ao vídeo abaixo!

A vida é assim...
E assim se segue...
NAMASTE!

4 C O M E N T Á R I O (S)

Joana disse...

Concordo contigo. Tenho muitos amigos adolescentes e percebi que eles na maioria das vezes, preferem estar em casa a falar com os amigos que moram no mesmo bairro do que no jardim. Pois no pc conseguem falar com mais amigos ao mesmo tempo e vão controlando tudo o que se passa.
Beijocas

@_-¯Cristiano Quaresma¯-_@ disse...

SIM Joana...
E ao "brincar" com amigos pela internet,
mostram ao Universo o que gostariam de ser,
ou suprem expectativas do que esperam deles
em palavras, imagens, atitudes, etc.
Ao expor sua face a partir da porta de casa,
é difícil olhar no olho quando não se assume
a própria essência, é difícil alimentar
uma imagem falsa ao vivo e a cores!
A vida é assim...
E assim se segue...
NAMASTE!

Tamara disse...

As relações no geral, hoje em dia, são muito superficiais. Não somente as relações de amizade, mas também as relações familiares, as relações amorosas. As pessoas têm medo de mostrar quem são e de entrar de cabeça em um relacionamento que vai, com certeza, gerar conflitos. Afinal, pessoas são diferentes, e em relações reais, eles aparecem. Às vezes mais, às vezes menos, mas sempre surgem.
Com a relação virtual, tudo fica mais fácil, pq o jovem mostra apenas o que quer e só absorve aquilo que quer do outro. E infelizmente, isso não os faz amadurecer. Deve ser por isso, que a adolescência está cada dia mais tardia.
Eu tenho muitos amigos distantes, com quem me relaciono virtualmente, mas conheço todos pessoalmente, já tivemos histórias reais juntos.
Não é a era virtual que atrapalha, e sim a necessidade de fugir dos conflitos.
bjs

Anônimo disse...

hahahaha
É impressionante como você brincando com as palavras retrata fielmente a realidade de muitas famílias dos dias de hoje.
Eu identifiquei várias delas que fazem parte do meu convívio e que sentem dificuldades em lidar com essa turminha.
Sentar na mesa pra jantar com a família toda reunida, pra essa galerinha isso é caretice...
Gostaria de ver no século XXII algo diferente do que é hoje! rsrsrs
Abraçoooo,
PJ.

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