terça-feira, 4 de agosto de 2009

O Sentido de Viver!

Quem de nós nunca se questionou sobre a razão da vida, o porquê da existência terrena? Se somos seres eternos, dotados de consciência individual, por que necessitamos nascer e morrer, ter um corpo e perdê-lo, e voltar a tê-lo?
O sentido de viver poderia ser lido em outras palavras como O Propósito de Viver, ao mesmo tempo a palavra "Sentido" pode ter o significado de Sensibilidade, no caso dos sentidos humanos. Mas também pode estar intimamente ligada ao verbo "Sentir" e ainda à palavra Sentimento.
Reconhecemos nossos sentidos: o Paladar, o Tato, a Audição, a Visão, o Olfato e até mesmo nosso Sexto Sentido, todos tendo um órgão físico responsável pelo mecanismo.
Mas e os nossos sentimentos? De onde eles surgem? Alguns dizem que é do coração, mas sabemos que o coração é tão somente o órgão que bombeia o sangue... Interessante é que próximo do coração temos um Chakra, o Anahata, que dói quando estamos tristes, que parece que cresce quando estamos felizes...
De onde vem este sentimento?
De que órgão?
De nenhum... Nosso espírito é quem tem sentimentos!
Nosso corpo físico possui sentidos que possibilitam ao espírito a vivência de emoções e vícios emocionais. Qual é então o significado de viver?
Despertar todos os dias, trabalhar, fazer tudo certinho, planejado, organizado, ser uma pessoa responsável, honesta, sincera, estar na hora certa, no lugar certo, amontoar riquezas, agir com a razão, mas quem disse que o conceito de razão da raça humana está correto?
Que razão há para sermos todos iguais, seguir um padrão moral e ético?
Que razão temos para trabalhar sem cessar para acumular riquezas, ao invés de usufruir delas se vamos morrer?
Que razão temos para ouvir o que os outros vão dizer se eles não podem sentir o que sentimos? E que razão temos para sufocar o que temos de mais autêntico de nós mesmos que são os nossos sentimentos?
Quem disse que tinha que ser assim? Porque agimos assim? Porque não vemos que a razão humana não tem a ver com a razão divina e que essa ridícula comparação cada vez mais ofusca o véu da espiritualidade? Porque não percebemos que o verdadeiro e único propósito de viver é sentir, sentir, sentir, sentir... Sentir todos os tipos de emoções que são na verdade experiências espirituais.
E nesta vivência, por vezes exaustiva, de fortes emoções que provocam ora alegria, ora lágrimas, acabamos cedo ou tarde descobrindo a mais sublime de todas as experiências místicas da alma:
O Amor!
E só depois de descobri-la é que se pode enxergar que a inércia é uma profanação contra si mesmo, pois os acomodados não vivem, mas sobrevivem vegetando e sendo roubados pelo maior ladrão que existe, o Medo, que é o único que realmente pode lhe roubar algo de valor, o Tempo, porque este sim é irrecuperável!
Cada momento é único em sua vida, então pense se há razão para continuar como está, estagnado, acomodado, jogado neste sofá já com a forma de seu corpo, esperando o momento ideal para agir... E seus sonhos? E seus ideais?
E seus sentimentos? Quando será o momento ideal?
Não sabe? Está esperando o momento ideal?
Será que ele vai chegar? Que tal você ir até ele?
Pode ser agora, ou nunca, só depende de você!
Sinta, viva intensamente e mantenha-se ocupado
e entretido por toda a sua passagem... Mexa-se!
NAMASTE!
01.06.2009 11:45

1 Comentário

Tamara disse...

Para o ser humano, tudo o que acontece tem, obrigatóriamente, que ter um propósito, senão fica vazio. Quem sabe q chave da felicidade plena não esteja exatamente aí: "No fim da necessidade de procurar o sentido de tudo".
Não existe realmente hora, nem momento ideal para as realizações.
Adorei o texto.
bjus

Postar um comentário