segunda-feira, 22 de junho de 2009

Críticas!

A característica fundamental do ser humano é a sua imperfeição e, portanto, a sua transitoriedade. Esses limites permitem o crescimento, a mudança, a procura de níveis cada vez maiores e mais significativos em nossas vidas.
Mas as mudanças pessoais que permitem nosso aperfeiçoamento têm alguns pressupostos. Primeiramente a consciência dos aspectos que nos atrapalham na direção da felicidade. Depois o desejo verdadeiro de mudar e, finalmente, as ações necessárias para a transformação. Qualquer mudança de comportamento é pessoal, intransferível é inalienável.
Em outras palavras, “ninguém muda ninguém”. A ignorância desses princípios é que leva uma pessoa a querer mudar outra, através da crítica e do julgamento. Nada mais pesado e deteriorante nas relações que a crítica. Considerada o inimigo número 1 dos casamentos e da família, a crítica ocupa lugar de destaque na maioria dos relacionamentos.
Os críticos acreditam que, agindo assim, conseguirão no decorrer do tempo uma melhoria nos relacionamentos. Acontece o contrário: as relações pioram, tornam-se azedas e hostis! O criticado tende a uma postura defensiva e se firma, cada vez mais, nos comportamentos cuja mudança a crítica pretendia. O clima do relacionamento se torna tenso e, ao invés da alegria e da harmonia, a culpa, o medo e o rancor começam a reger o encontro daquelas pessoas.
A crítica é sempre comparativa e tem um alto teor destrutivo. Ela aparece com mais veemência nas competições, nas disputas, onde uma pessoa quer se situar de maneira superior à outra.
O comportamento crítico esconde
algumas mensagens destrutivas,
embora subjetivas, tais como:

--- Eu sou melhor que você!
--- Sua vida é uma mentira!
--- Fulano e Beltrano são mais capazes que você!
--- Você é um incompetente!
--- Você não e digno de amor!
--- Você não merece!

Situada no campo da hostilidade, a crítica não é boa para as relações amorosas, mesmo porque o sentimento predominante na pessoa crítica não é o amor e sim o ciúme, a repulsa e a incredulidade. A crítica bem vinda vem daquela pessoa que conhece meus pontos fracos, eu conheço os pontos fracos dela, e nós nos ajudamos a conviver melhor com essas fragilidades.
Nas nossas relações temos duas posturas a escolher. A primeira, própria dos pessimistas, é centrar-se no negativo, nos defeitos, nas faltas e acreditar veementemente que as críticas destrutivas são válidas e necessárias. Há pessoas que agem assim sistematicamente, e a conseqüência é a crítica, o julgamento obsessivo, a tentativa de controle absoluto sobre o comportamento do outro.
A outra postura é a capacidade de privilegiar o lado positivo, a qualidade, os talentos da outra pessoa. As conseqüências são a admiração, o entendimento e a ajuda no desenvolvimento do outro. Definitivamente, é impossível o amor sem a admiração!
Os casamentos fracassam, assim como as relações entre pais e filhos, quando as pessoas envolvidas não têm olhos para o lado claro das pessoas. Marido e mulher, pais e filhos e até mesmo os amigos deveriam se ajudar mutuamente no desenvolvimento do potencial de cada um, ao invés de quererem acabar com os defeitos mútuos.
Grande parte das situações onde a crítica destrói são embasadas em erros e falhas do passado.
Quem detém a crítica, bombardeia outrem com palavras ofensivas remetendo ao passado, ao leite derramado, ao invés de auxiliar o aprendizado utilizando os erros e falhas como experiência de vida!
Os autodenominados detentores da verdade e da razão comumente massacram os de redor, na maioria das vezes, em público e em situações vergonhosas. Quem destoa de tais verdades impostas está fadado ao exílio familiar e a solidão.
Há pessoas que seguem esse modelo nos seus relacionamentos. Ai de quem não se enquadrar no tamanho de suas idéias e de suas convicções. Através da crítica cortam do outro a auto-estima e a alegria de viver.
De uma vez por todas é preciso que voltemos nossas armas para nosso próprio umbigo e, com a mesma magnitude, julguemos nossos atos com a mesma aspereza que criticamos atos alheios, experimentando o azedume e o amargor da crítica destrutiva.
Você já olhou para si e julgou seus próprios atos com os olhos de outrem?
Você já olhou para si e julgou seus próprios atos com os olhos da Providência?
NAMASTE!
22.05.2009 11:43

3 C O M E N T Á R I O (S)

Tamara disse...

Quem nunca julgou seus próprios atos? O importante é ter tolerância com eles...

Anônimo disse...

A crítica sutilmente colocada, por vezes,
alavanca e aponta a prosperidade alheia!
Mas como você bem cita subjetivamente,
antes da crítica, o próprio umbigo
deve ser analisado e questionado!
Parabéns pela objetividade...
MIRTES!

Palavras de Osho disse...

Sim, é preciso sermos mais tolerantes e amáveis com nós mesmos.

Adorei o texto, adoro o blog!

Abs,

Murilo

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